
A defesa da influenciadora Izabela Paiva, conhecida como “Iza Paiva”, emitiu uma nota contestando as acusações após a segunda fase da Operação Arur Betach. O advogado Samuel Costa Menezes afirmou que as novas diligências não trouxeram provas concretas que justifiquem a responsabilização penal da influenciadora, alegando que a investigação ainda se baseia em presunções.
Na comunicação oficial da polícia, que menciona a continuidade das investigações e a identificação de outros envolvidos, não são atribuídos atos específicos à influenciadora. O advogado ressaltou que não existem registros de ordens, mensagens ou elementos que comprovem a participação direta de Iza Paiva nos crimes investigados, além de questionar a validade dos vídeos citados como evidência.
Critica à Acusação do Ministério Público
A defesa destacou falhas na denúncia do Ministério Público, que não especifica como a influenciadora teria participado ou incentivado os crimes. Segundo a nota, a acusação não apresenta elementos que demonstrem comando ou anuência por parte de Iza Paiva nos episódios investigados.
Vínculos Pessoais e Propriedade de Imóvel
Outro ponto levantado diz respeito à tentativa de responsabilizar a influenciadora por ser proprietária de um imóvel ou manter vínculo pessoal com um dos investigados. A defesa argumenta que tal raciocínio fere princípios do direito penal, pois atribui culpa com base em associação em vez de condutas individualizadas.
Questionamento de Evidências
A nota também contesta a utilização de vídeos mencionados na investigação, afirmando que eles não apresentam a influenciadora no local dos fatos, não contêm sua voz e não evidenciam ordens ou incentivos à violência. A defesa reivindica que a falta de comprovação da cadeia de custódia do material compromete sua validade jurídica.
Reafirmação do Direito de Defesa
Por fim, a defesa afirma que a denúncia não permite o pleno exercício do direito de defesa devido à ausência de fatos claros e comprovados. O advogado expressou a confiança de que o Judiciário analisará o caso de forma imparcial, afastando as acusações baseadas em conjecturas.
*Com informações do Rondônia Agora.










