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Agronegócio

Brasil consolida melhor triênio da história com eficiência portuária

Os portos brasileiros terminaram 2025 evidenciando seu papel fundamental na economia nacional, ao contribuir com mais de 95% do comércio exterior do país. Essa infraestrutura logística foi decisiva para o Brasil registrar, pelo terceiro ano consecutivo, um superávit na balança comercial.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) indicam que a corrente de comércio brasileira alcançou US$ 629 bilhões em 2025, resultando em um saldo positivo de US$ 68,2 bilhões, um dos maiores desde 1989.

Exportações e importações em patamar recorde

Apesar de um ambiente internacional complexo, caracterizado por medidas protecionistas, o comércio exterior do Brasil manteve-se robusto. As exportações totalizaram US$ 348,6 bilhões, apresentando um crescimento de 3,5% em comparação a 2024. As importações, por sua vez, também atingiram um recorde, somando US$ 280,4 bilhões, com um aumento de 6,7%.

Essa dinâmica sublinha a importância da logística portuária, essencial para o agronegócio, que depende da eficiência portuária para acessar mercados internacionais e garantir sua competitividade.

Movimentação portuária sustenta avanço do agro

Além dos dados financeiros, o volume físico de cargas movimentadas nos portos também cresceu. As expectativas indicam que o setor encerrará 2025 com 1,34 bilhão de toneladas, o que representa um aumento de 3,25% em relação ao ano anterior.

Esse crescimento foi crucial para atender à demanda por commodities no final do ano, com destaque para produtos como petróleo, soja e carne bovina, refletindo a força do agronegócio brasileiro e a capacidade da infraestrutura logística de dar suporte a esse crescimento.

Portos estratégicos para o setor agropecuário mostraram resultados significativos. O Porto de Santos ampliou sua movimentação, enquanto o Porto de Paranaguá se consolidou como um importante eixo para o escoamento da produção agrícola. No Arco Norte, o Porto do Itaqui tornou-se uma opção logística relevante para grãos e minérios.

Infraestrutura como diferencial competitivo

Os resultados do triênio reafirmam que os investimentos em infraestrutura transformaram os portos brasileiros em um diferencial competitivo. O Brasil conseguiu diversificar seus mercados, manter um fluxo constante de mercadorias e sustentar resultados históricos no comércio exterior, mesmo diante da instabilidade global.

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