
Recentes protestos no Irã têm atraído o apoio de autoridades internacionais, que criticam a repressão do governo contra os manifestantes. O clima de descontentamento popular surgiu em resposta ao aumento da inflação e rapidamente se tornou um movimento político contra o regime teocrático.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou apoio total aos protestantes, enquanto Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE, destacou a resposta “desproporcional” das forças de segurança iranianas. Kallas mencionou em um post que a interrupção da internet e a repressão demonstram um regime temeroso de seu próprio povo.
Andrii Sybiha, ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, também se posicionou contra a repressão, solicitando à comunidade internacional um aumento na pressão sobre Teerã. Segundo ele, a violência interna do Irã reflete uma política de desrespeito pela dignidade humana.
Os líderes da França, Alemanha e Reino Unido se manifestaram em um comunicado conjunto, condenando o “assassinato de manifestantes” e ressaltando a responsabilidade das autoridades iranianas em proteger seus cidadãos e garantir o direito à liberdade de expressão e a reuniões pacíficas.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã declarou a segurança nacional como uma “linha vermelha”, prometendo proteger a propriedade pública. Em meio à crescente pressão social, os protestos se alastraram pelo país, atingindo níveis de organização inéditos em anos.
Nas últimas duas semanas, a situação se agravou com relatos de pelo menos 65 mortes e mais de 2.300 prisões. O procurador-geral do Irã, Mohammad Movahedi Azad, anunciou que os processos contra manifestantes ocorrerão “sem clemência”. Enquanto isso, o ex-príncipe herdeiro do Irã tem se posicionado como uma figura representativa da oposição ao regime.
As preocupações com a inflação atingiram o pico, ressaltadas pela escassez de produtos básicos como óleo e frango. A decisão do Banco Central do Irã de encerrar um programa de dolarização acessível a certos importadores agravou a situação econômica, levando a uma escalada nos protestos e ao descontentamento entre os bazaaris, tradicionalmente aliados ao governo.











