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Agronegócio

Safra 2025/26 de SC inicia sob forte pressão nos mercados agrícolas

Os produtores de Santa Catarina enfrentam desafios na safra 2025/26, com um cenário adverso caracterizado por pressão nos preços, ajustes de área cultivada e riscos climáticos. Apesar dessas dificuldades, as estratégias no campo seguem em andamento, conforme indicado no Boletim Agropecuário de dezembro de 2025, que apresenta dados atualizados sobre produção, preços, clima e mercado no estado.

Arroz enfrenta desafios devido ao excesso de oferta

No mercado de arroz, a situação está crítica. O excesso de oferta limita a recuperação dos preços, agravada pela demanda industrial fraca e dificuldades nas exportações. Atualmente, os preços ao produtor estão 52% abaixo dos níveis de 2024 e permanecem inferiores aos custos de produção. Embora tenham sido anunciadas medidas de apoio, sua eficácia é limitada, resultando em um recuo de 56% nas exportações catarinenses no último ano. Para a safra 2025/26, espera-se uma redução de área e produtividade, com a produção estimada em 1,22 milhão de toneladas.

Queda nos preços do feijão com a crescente oferta

Os preços do feijão em Santa Catarina também apresentaram diminuição em novembro. O feijão-carioca teve uma queda de 2,32%, cotado a R$ 156,32 por saca, enquanto o feijão-preto recuou 2,43%, para R$ 120,63. Quando comparado ao ano anterior, o feijão-preto está 52,3% abaixo dos preços praticados em novembro de 2024, resultado da elevada oferta e da aproximação da nova safra. Até o final de novembro, 72% da área da primeira safra já havia sido semeada, com a maioria das lavouras apresentando boas condições. Para a safra 2025/26, estima-se uma redução de 5,5% na área plantada, com uma produção total de 68,2 mil toneladas, uma queda de 4,8% em relação ao ano anterior.

Recuperação limitada no preço do milho

Entre setembro e novembro, o preço do milho apresentou leve recuperação, com uma alta de 0,46% em novembro. Essa tendência foi sustentada pela retração dos vendedores. No entanto, a oferta recorde de milho no Brasil e nos Estados Unidos continua a manter a pressão sobre os preços. Para a safra 2025/26 em Santa Catarina, há previsão de um crescimento de 0,82% na área plantada, mas a produtividade deve sofrer queda de 11,3%, resultando em uma produção reduzida em 10,6%. O plantio da safra de verão já está concluído, e, apesar das irregularidades climáticas, o desenvolvimento está dentro de uma perspectiva positiva.

Soja tem leve aumento, mas permanece em um mercado pressionado

A soja apresentou aumento moderado em novembro, com um preço médio ao produtor subindo 1,5% e alcançando R$ 125,86 por saca. O ritmo acelerado das exportações brasileiras contribuiu para essa alta, embora a produção elevada na América Latina continue a pressionar o mercado. As estimativas para a safra 2025/26 indicam uma redução de 1,75% na área plantada, enquanto o plantio está praticamente finalizado. As lavouras estão em condições variando de boas a ótimas, apesar de alguns registros de estresse hídrico no início de dezembro.

Queda no preço da banana devido ao aumento da oferta

Entre outubro e novembro, os preços da banana em Santa Catarina caíram, com destaque para a banana-caturra, que enfrentou uma desvalorização de 15,9%. Essa situação é reflexo do aumento na oferta e da perda de qualidade provocada pelas altas temperaturas. Os preços ainda superam os níveis de 2024, mas para dezembro são esperadas novas quedas, influenciadas pela menor demanda escolar e pela concorrência com frutas da estação. Para a safra 2025/26, prevê-se uma leve redução de 0,41% na produção total, mesmo com o aumento da área plantada.

Perspectivas positivas para o alho

A comercialização do alho ao produtor deve ocorrer a partir de janeiro de 2026. No atacado, a caixa de 10 quilos foi cotada a R$ 183,33, com uma leve alta mensal. As projeções indicam um aumento médio de produtividade, podendo a produção crescer 16,7%, alcançando 8.438 toneladas.

Cebola inicia safra com preços firmes

A cebola catarinense começou a ser comercializada para outros estados em novembro, com preços em torno de R$ 20,00 por saca de 20 quilos. O desempenho do cultivo é um indicativo das condições do mercado para essa cultura ao longo da safra.

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