
Os preços do suíno vivo no mercado brasileiro mostraram-se estáveis ao longo de 2025, sustentados por uma demanda interna e externa elevada, além de uma oferta controlada. Os custos de produção também apresentaram condições favoráveis aos suinocultores, especialmente com a queda dos preços do farelo de soja, um insumo crucial para a atividade.
Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que o poder de compra dos suinocultores de São Paulo atingiu níveis recordes, com o preço médio do suíno vivo na indústria na região SP-5 alcançando R$ 8,56 por quilo. Este valor representa um aumento de 6,5% em relação a 2024 e é o mais elevado em termos reais desde 2020, considerando o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI).
Durante o ano, as cotações do suíno experimentaram aumentos pontuais, com setembro destacando-se quando o preço por quilo atingiu R$ 9,25. Esse aumento foi atribuído ao equilíbrio mais ajustado entre a oferta e a demanda no mercado interno.
2025 também se destacou pela expansão das exportações brasileiras de carne suína. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), entre janeiro e novembro, os embarques totalizaram 1,35 milhão de toneladas, um crescimento de 10,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, superando o total de 1,33 milhão de toneladas exportadas em 2024.
Esse desempenho elevou o Brasil à terceira posição no ranking mundial de exportadores de carne suína, conforme relato do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Essa ascensão é fruto de uma estratégia do setor produtivo focada na abertura e consolidação de novos mercados e na garantia de produção capaz de atender tanto o mercado interno quanto o externo.
Entre os principais destinos da carne suína brasileira em 2025, as Filipinas lideraram, recebendo mais de 350 mil toneladas ao longo do ano, fato que ajudou a sustentar os preços internos e evidenciou a importância do mercado externo para a cadeia suinícola.










