
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), admitiu que a administração municipal estava ciente de falhas de segurança no programa Smart Sampa, que possibilitavam acessos não autorizados a imagens de câmeras de vigilância. A revelação ocorreu em um pronunciamento nesta terça-feira, 20 de outubro de 2026, após uma reportagem do UOL expor a vulnerabilidade.
Nunes comentou que um guarda municipal, suspeito de ser o responsável pelo vazamento, estava sob monitoramento da prefeitura. O servidor teria disponibilizado 181 logins e senhas de acesso ao sistema. “Vínhamos monitorando, numa espécie de isca, para identificar acessos irregulares”, disse o prefeito, que também informou que a exposição das senhas perdurou por 11 meses.
Investigação e Consequências
Em uma declaração anterior, a gestão de Nunes afirmou que o funcionário envolvido foi afastado e está sob investigação. Apesar das descobertas da reportagem, que comprovou o acesso indevido ao sistema, o prefeito se declarou seguro quanto à integridade do Smart Sampa, afirmando que não há “nenhuma ocorrência de utilização indevida do sistema”.
Detalhes da Falha de Segurança
A reportagem do UOL ressaltou que a brecha no sistema permitiu acessos indevidos às imagens por quase um ano, colocando em risco a segurança de milhões de cidadãos. Durante o período em que a falha estava ativa, informações restritas do Smart Sampa foram expostas na internet.
O veículo noticiou que conseguiu acessar, através de uma interface não autorizada, câmeras de diversas instituições públicas, incluindo Unidades Básicas de Saúde, escolas e hospitais. A equipe do UOL conseguiu visualizar rostos e veículos capturados pelo sistema, usando um prompt de inteligência artificial que se baseou em dados de repositórios abertos.
Para validar o acesso, os jornalistas do UOL fizeram uma gravação acenando para as câmeras em uma rua do bairro Campos Elíseos, demonstrando que conseguiram visualizar os equipamentos do Smart Sampa em tempo real.











