
A apreensão de quantias expressivas durante a investigação sobre irregularidades na cadeia em Mogi das Cruzes chamou a atenção das autoridades. Na última sexta-feira, a Operação Custódia (In)Fiel, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), resultou na captura de aproximadamente R$ 155 mil e US$ 10 mil em poder de um agente carcerário, que é suspeito de fornecer regalias a um ex-vereador local.
Irregularidades na rotina prisional estão sob investigação. O Ministério Público está investigando possíveis desvios nas normas que regem a visitação e a entrada de itens não permitidos na cadeia. Relatos indicam que havia um fluxo regular de visitantes que não possuíam laços familiares com os detentos, levantando suspeitas sobre o que realmente ocorre dentro do estabelecimento.
A Corregedoria da Polícia Civil também se manifestou sobre o caso. Em resposta às denúncias, foram realizadas audiências com os servidores e mandadas inspeções tanto na cadeia pública quanto no 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes. Como parte do processo, cinco policiais civis foram afastados das suas funções enquanto as investigações prosseguem.
Defesa do ex-vereador refuta as acusações
A defesa de Milton Leite, o ex-vereador envolvido, nega qualquer tipo de favor. Em comunicado oficial, os advogados esclareceram que Leite está sujeito às mesmas condições, regras e restrições dos demais detentos, além de indicar que ainda não teve acesso ao conteúdo da investigação do Ministério Público.
Milton Leite, em situação de prisão desde setembro
O ex-vereador está detido desde o dia 18 de setembro. Ele figura como suspeito na Operação Vectura Corrupta, que investiga a suposta infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de transporte público e nas esferas do governo. A defesa permanece firme em contestar as acusações apresentadas.











