
Um homem de 41 anos, identificado como Jean José Dunga de Oliveira, foi preso novamente em Rondônia após novas denúncias relacionadas à transmissão intencional do HIV. A situação se agravou com a acusações envolvendo pelo menos quatro mulheres, incluindo sua ex-namorada, que inicialmente o denunciou por ter transmitido o vírus a ela.
A primeira denúncia contra Jean foi registrada em 4 de dezembro de 2025, no Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit) do Ministério Público de Rondônia (MP-RO). A mulher afirmou ter sofrido violência sexual e, posteriormente, descoberto que havia contraído HIV. Seis dias depois, uma segunda vítima se apresentou ao mesmo serviço com um relato semelhante. Em janeiro de 2026, uma terceira mulher foi encaminhada ao Navit pelo Serviço de Atendimento Especializado (SAE), que atende pessoas vivendo com HIV e Aids.
Esses três casos levaram a uma ação penal, resultando em acusações de lesão corporal gravíssima e perigo de contágio de doença grave. Para duas das mulheres, Jean também foi acusado de estupro. Mesmo respondendo ao processo, ele começou a se relacionar com outra mulher, que posteriormente também apresentou sintomas e foi diagnosticada com HIV, levando a uma nova investigação iniciada em 28 de maio.
Como consequência dessa nova denúncia, a prisão de Jean foi solicitada em junho de 2026, após o MP-RO apresentar evidências de que ele continuava a ter relações sexuais, colocando em risco a saúde de outras mulheres. Em 24 de agosto do mesmo ano, ele foi condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto e foi ordenado a pagar R$ 50 mil de indenização à vítima desse processo.
No entanto, o MP-RO solicitou novamente a prisão preventiva de Jean, alegando risco de novas contaminações. A Justiça atendeu ao pedido na quarta-feira (9). De acordo com o Ministério Público, Jean tinha conhecimento de seu estado de saúde há cerca de dez anos, mas não seguiu o tratamento antirretroviral, gerando suspeitas sobre sua intenção de transmitir o vírus.
Os processos correm sob sigilo para proteger a identidade das vítimas e o MP-RO investiga ainda a possibilidade de que outras mulheres tenham sido expostas ao vírus por Jean.
Para apoio e denúncias, mulheres que possam ter informações sobre outras vítimas ou suspeitam de exposição ao HIV são encorajadas a entrar em contato com o Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit), por meio do WhatsApp (69) 99906-6411 ou telefone (69) 98408-9931. Além disso, elas podem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou uma UPA para realizar testes rápidos de HIV, que são oferecidos gratuitamente e de forma sigilosa em Porto Velho e nas unidades do Serviço de Atendimento Especializado (SAE).
Esses acontecimentos expõem a gravidade da situação e a necessidade de um olhar atento sobre a saúde pública e os direitos das mulheres, especialmente em relação a doenças transmissíveis.
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