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Operação da PF em Rondônia resulta em prisão de duas pessoas por abuso sexual infantil

Uma operação nacional coordenada pela Polícia Federal resultou na prisão de 31 pessoas em flagrante por crimes de abuso sexual infantojuvenil, com ações realizadas em quatro cidades de Rondônia. A “Operação Nacional Proteção Integral V” foi deflagrada na quarta-feira (2) e envolveu cerca de 755 policiais em todo o Brasil, com o cumprimento de 153 mandados de busca e apreensão nas 27 unidades da Federação.

No estado, as cidades de Porto Velho, Ouro Preto do Oeste, Urupá e Guajará-Mirim foram alvos das ações. Em Ouro Preto do Oeste e em Urupá, duas pessoas foram detidas por armazenamento de material relacionado ao abuso sexual de crianças e adolescentes. Todas as unidades da Polícia Federal em Rondônia participaram intensamente da operação, conforme seu respectivo escopo territorial.

Além das prisões em flagrante, foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva. A operação também possibilitou a identificação e o resgate de duas vítimas de abuso, além da apreensão de três menores. A mobilização incluiu 480 policiais federais e 275 policiais civis que atuaram em conjunto, com a participação da Polícia Civil em 20 estados, entre os quais estão Alagoas, Bahia, Minas Gerais e São Paulo, além de Rondônia.

A investigação foca em crimes como armazenamento, compartilhamento, comercialização e produção de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. A estratégia busca unir forças das polícias federal e estaduais para responsabilizar e identificar os envolvidos.

A Operação Nacional Proteção Integral V é parte de uma iniciativa contínua contra esses crimes, dando continuidade às operações anteriores executadas em 2025 e 2026, incluindo a Operação Nacional Guardião Digital, realizada em março deste ano.

De acordo com a Polícia Federal, entre janeiro e agosto de 2026, foram cumpridos pelo menos 980 mandados de prisão destinados a foragidos da Justiça acusados de crimes sexuais. O nome “Proteção Integral” remete ao princípio de proteção de crianças e adolescentes, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente e com a Constituição Federal, que asseguram prioridade aos direitos desses jovens.

Quanto à segurança na Internet, a Polícia Federal orienta pais e responsáveis a monitorar as atividades online de crianças e adolescentes, conversando sobre os perigos que podem encontrar em redes sociais, jogos e aplicativos. Mudanças significativas no comportamento, como isolamento ou segredo relacionado ao uso de dispositivos, são sinalizadas como alertas que merecem atenção.

Além disso, a orientação inclui ensinar os jovens a buscar ajuda frente a contatos inadequados realizados em ambientes virtuais, promovendo um diálogo contínuo sobre segurança, tanto no espaço digital quanto no mundo real.

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