
As operações de resgate no Nepal, em decorrência das enchentes devastadoras na fronteira com a China, completam quatro dias neste domingo (30). As equipes buscam cerca de três mil pessoas que ainda estão desaparecidas, incluindo quase 900 trabalhadores empregados em projetos hidrelétricos no país.
Até agora, a Associação de Produtores Independentes de Energia do Nepal reportou que 361 destes trabalhadores conseguiram ser resgatados.
O Exército nepalesa anunciou que mais de 2.500 pessoas foram resgatadas até agora através de evacuação aérea, dentre as quais 216 são estrangeiros. Além disso, um número adicional de 200 pessoas foi resgatado por via terrestre.
Números de vítimas
Autoridades do Nepal e da China informaram que, até o momento, pelo menos 734 pessoas perderam a vida no Nepal e 16 na China. No entanto, há preocupações de que esses números possam aumentar conforme os esforços de busca e recuperação continuam.
Tributos às vítimas
No último sábado (29), membros da diáspora nepalesa e autoridades australianas se reuniram em Sydney para acender velas em memória das vítimas. Em Nova York, a comunidade nepalesa se organizou em uma vigília, aguardando atualizações sobre seus amigos e familiares ainda desaparecidos.
Solicitação de assistência
Após inicialmente recusar ajuda nas operações de busca e resgate, o governo do Nepal declarou na última sábado (29) a necessidade de suporte técnico estrangeiro para lidar com a severa inundação. O ministro das Finanças ressaltou à agência Reuters que a nação, que abriga cerca de 30 milhões de pessoas, poderá necessitar de entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões para a reconstrução.
Além disso, os Estados Unidos anunciaram a disponibilização de US$ 3,6 milhões em ajuda humanitária ao Nepal, conforme comunicado do Departamento de Estado. Este valor representa um acréscimo em relação aos US$ 500 mil que haviam sido previamente anunciados na última quinta-feira (27). A assistência será direcionada a até 10.000 famílias afetadas pelas enchentes, incluindo até três meses de ajuda alimentar emergencial.
*Com informações de Reuters e CNN Brasil











