
O enviado especial do ex-presidente Donald Trump, Steve Witkoff, visitou São Petersburgo no dia 21 de outubro, marcando sua oitava viagem à Rússia desde 2025. Durante a visita, Witkoff se reuniu com o presidente Vladimir Putin por cerca de três horas, onde discutiram a possibilidade de estabelecer reuniões trilaterais entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia, com o objetivo de negociar o fim do conflito na região. Este foi o primeiro diálogo do tipo desde fevereiro deste ano.
Em sua conversa, o Kremlin manifestou interesse em criar uma nova estrutura de segurança que pudesse facilitar o encerramento das hostilidades. No entanto, evitaram abordar temas sensíveis, como o controle da região de Donbas ou a potencial adesão da Ucrânia à OTAN. Witkoff destacou que a Ucrânia já havia aceitado retomar as negociações, tendo se encontrado previamente com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em Oslo, Noruega.
O enviado americano classificou as discussões como "produtivas", reiterando que a administração Trump está comprometida em buscar um desfecho para a guerra. Zelensky, por sua vez, expressou apoio às negociações trilaterais e tentou suavizar a relação após recentes desentendimentos com os EUA.
"É importante negociar de forma trilateral. Acredito que essa seja a melhor abordagem", afirmou Zelensky, destacando a liderança de Trump nesse contexto. Ele também mencionou ter se sentido decepcionado em algumas ocasiões e criticou a diminuição do apoio dos EUA, especialmente na área de inteligência militar.
Enquanto isso, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, reforçou as críticas à Ucrânia, afirmando que a sobrevivência do país dependeu substancialmente da assistência americana nos últimos anos.
Apesar das tensões, a administração Trump tem mantido um diálogo mais ameno com Moscou. Recentemente, os EUA firmaram um acordo para importação de diesel da Rússia, levando à remoção de sanções que estavam em vigor. Putin expressou interesse em aprofundar as relações bilaterais e a cooperação econômica entre os dois países.
Durante a reunião, Putin também anunciou a libertação do prisioneiro americano Stephen Hubbard, detido desde 2022 sob acusações de ser mercenário. A Casa Branca agradeceu pela decisão, com Witkoff elogiando Putin por sua ação humanitária, mesmo diante das controvérsias que envolvem o Kremlin, que enfrenta um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra.
"Agradecemos ao presidente por seu esforço em trazer Stephen Hubbard de volta para casa, onde pertence", concluiu Witkoff.
Com informações da Reuters.











