Entidades fazem alerta sobre redistribuição de royalties do petróleo no Rio de JaneiroDivulgação/Petrobrás
<time class="published">
Publicado 04/05/2026 06:00
</time>
O Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para discutir, no dia 6 de maio, a redistribuição dos royalties do petróleo, uma medida que pode resultar em perdas significativas para o estado do Rio de Janeiro e seus municípios produtores. Segundo informações publicadas pelo O Dia, a mudança pode impactar a economia da região em cerca de R$ 110 bilhões por ano.
Cidades como Maricá, Niterói e Macaé estão entre os locais que podem ser mais afetados pela proposta. Atualmente, os royalties são compensações financeiras pagas por empresas que exploram petróleo, acertadas com os estados e municípios onde a atividade ocorre.
Os royalties são essenciais para as finanças públicas locais, servindo como ferramenta de compensação pelos impactos ambientais e sociais da exploração do petróleo.
A Lei Federal 12.734/2012 propõe a inclusão de estados e municípios não produtores na divisão dos royalties. Em 2013, a ministra Cármen Lúcia suspendeu a aplicação dessa lei por meio de uma decisão liminar, mas a questão ressurgiu no STF. Os estados não produtores apoiam uma redistribuição mais ampla, enquanto o Rio de Janeiro tem lutado para manter sua parte considerável dos recursos, devido à sua produção significativa, que é responsável por cerca de 83% da produção nacional.
Gestores e especialistas têm expressado preocupações com a possivelmente catastrófica redistribuição. Luiz Césio Caetano, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), mencionou ao O Dia que o estado e os municípios podem enfrentar perdas de R$ 8 bilhões e R$ 13 bilhões, respectivamente, se a nova lei for aprovada. A situação, já crítica, pode agravar-se ainda mais, considerando um déficit estadual projetado em R$ 19 bilhões.
Mauro Osorio, economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), reforçou o alerta, afirmando que uma perda de R$ 8 bilhões em um único ano não tem precedentes na história do Brasil. Ele também destacou que a exploração do petróleo já gera pressão financeira e ambiental significativa sobre as áreas produtoras.
Antonio Florencio de Queiroz Junior, presidente da Fecomércio RJ, acrescentou que a redução nos royalties poderia provocar uma retração de quase R$ 20 bilhões no PIB do Rio e resultar na eliminação de até 311 mil empregos no comércio. Ele classificou a lei como inconstitucional e afirmou que sua aprovação não solucionaria a crise financeira em outras regiões, mas causaria profundas consequências para o Rio de Janeiro.
Em resposta à situação, a Firjan, a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) e a Fecomércio RJ lançaram um manifesto conjunto, alertando sobre os perigos que a mudança traz para a economia local e para setores essenciais, como saúde e segurança. Eles ressaltam que a redistribuição dos royalties vai além de uma simples questão jurídica, mas impacta diretamente serviços vitais para a população.
O governador interino do Rio, Ricardo Couto, já busca apoio em Brasília para reverter essa situação. Ele argumenta que manter os royalties com os estados produtores é fundamental para a estabilidade econômica.
Além de afetar serviços básicos, a redistribuição dos royalties pode prejudicar o setor turístico do Rio. Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO, explicou que os royalties financiam infraestrutura essencial para a indústria turística, que já enfrenta grandes desafios econômicos.
O impacto negativo nas arrecadações pode desencorajar investimentos futuros, principalmente em áreas que necessitam urgentemente de melhorias na infraestrutura.
A votação no STF representa um momento crítico para o futuro econômico do Rio de Janeiro. Com entidades e especialistas alertando sobre as graves consequências da redistribuição dos royalties, a pressão sobre os ministros da Corte é significativa. O estado se encontra em uma encruzilhada que poderá definir seu rumo econômico nos próximos anos.
O manifesto completo da Firjan, ACRJ e Fecomércio RJ, que destaca a gravidade da questão e as consequências potenciais para a população, pode ser lido na íntegra, reivindicando a preservação dos direitos dos estados produtores e o respeito ao pacto federativo.
Os advogados de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, emitiram uma nota de repúdio nesta…
Prieto, um destacado membro do PCC, foi capturado em Santa Cruz de la Sierra, na…
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, manifestou seu apoio ao candidato a deputado estadual,…
Previsão do Tempo em Salvador: Sol e Chuvas Rápidas nesta Sexta-Feira Resumo: Nesta sexta-feira, Salvador…
Um cão policial conhecido como Kylo foi tragicamente baleado e morreu na tarde de quinta-feira…
A Prefeitura de Nova Brasilândia D’Oeste (RO) lançou um processo seletivo para preencher cinco vagas…