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SP

São Paulo opera com apenas 71% da frota de ônibus no segundo turno das eleições

Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou que durante o segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25), a cidade funcionou com apenas 71% da frota de ônibus. Apesar de uma determinação da Justiça Eleitoral para que 100% da frota estivesse em operação, Nunes justificou a situação dizendo que a notificação chegou “em cima da hora”, impossibilitando a implementação completa da medida.

Operação dos ônibus durante as eleições

Na coletiva de imprensa, o prefeito declarou que, ao todo, 8.814 ônibus estavam em circulação, de um total de 12 mil disponíveis. Ele explicou que a notificação do Oficial de Justiça chegou às 13h10, e que, às 13h32, um comunicado já havia sido enviado às empresas de transporte para que seguissem a determinação judicial.

Nunes destacou que os ônibus que deixaram de circular foram principalmente aqueles com motoristas que não compareceram ao trabalho. “As empresas começaram a acionar os motoristas para trabalhar, mas houve pouco tempo para mobilizar todos”, comentou. Ele enfatizou que, no primeiro turno, São Paulo operou com 50% da frota e que o plano era manter uma operação semelhante para o segundo turno, caso não houvesse a ordem judicial.

A resposta da Justiça e a mobilização dos eleitores

Questionado sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de fevereiro, que garantiria a gratuidade do transporte público e a operação da frota integral no dia da eleição, Nunes lembrou que já havia uma orientação do Supremo Tribunal Federal (STF) que exigia que prefeituras e estados assegurassem transporte suficiente conforme suas capacidades técnicas. Ele também informou que o número de passageiros transportados foi o mesmo em ambos os turnos, com 3,2 milhões de pessoas sendo atendidas.

O prefeito encerrou a coletiva afirmando que não houve falta de transporte que impedisse os cidadãos de votarem. “A oferta de ônibus foi muito maior do que a demanda. Assim, questiono: alguém ficou sem votar por falta de ônibus? Não”, concluiu.

Problemas de transporte e ações judiciais

Durante o segundo turno, diversos passageiros relataram filas e atrasos no serviço de ônibus, o que levou partidos políticos a acionar a Justiça Eleitoral. A Justiça determinou a operação de 100% da frota em resposta a um pedido do PSOL. Em São Paulo, a coligação Brasil Pronto Pra Mais, vinculada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alegou que a Prefeitura operou com apenas 60% da frota, o que dificultou a locomoção dos eleitores.

A determinação da Justiça para a total circulação da frota foi feita no sábado (24) pelo juiz Tiago Ducatti Machado, após ações populares de parlamentares do PSOL, evidenciando o impacto do transporte público nas eleições.

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