Um dos episódios mais memoráveis na interseção entre medicina e futebol no Brasil ocorreu em 1998. Horas antes da final da Copa do Mundo daquele ano, Ronaldo sofreu um quadro convulsivo, que o deixou inconsciente. Apesar disso, ele foi a campo como titular na partida decisiva contra a França.
Em entrevista ao programa Show dos Esportes da Rádio Gaúcha, realizada na sexta-feira (24), José Luiz Runco, que se tornou chefe da equipe médica da Seleção Brasileira após o Mundial de 1998, recordou esse incidente:
— Não há como explicar, medicamente, o que aconteceu. Ronaldo teve um quadro convulsivo. Quando assumi a Seleção Brasileira em 1998, fui atrás de informações. Visitei a clínica onde ele foi atendido na França e conversei com os médicos responsáveis. Para ser sincero, creio que não houve uma explicação técnica sobre o ocorrido.
Runco, que permaneceu na função até 2014, compartilhou uma lembrança com Cafu, com quem conversou após a Copa:
— Ronaldo dividiu uma bola com o Barthez, e Cafu, após dar um sprint da lateral direita até a área, me disse: “Eu pensei que o Ronaldo tivesse desfalecido.” A situação foi difícil de entender.
Na época, Lídio Toledo, chefe da equipe médica do Brasil, foi quem liberou Ronaldo para jogar. A Seleção Brasileira acabou sendo derrotada por 3 a 0, ficando com o vice-campeonato.
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