Início de Projeto para Atendimento Humanizado a Mulheres Vítimas de Violência em Rondônia
Conforme informações publicadas pelo Governo de Rondônia, iniciou no dia 18 de maio de 2026, o projeto intitulado “Vivência do Madeira”. Este programa visa aprimorar o atendimento humanizado a mulheres que sofreram violência sexual dentro da Rede Pública de Saúde. A iniciativa reúne 33 participantes, incluindo profissionais de saúde e estudantes das áreas de medicina, enfermagem, psicologia e terapia ocupacional, em uma imersão que se estenderá até o dia 24 de maio, com atividades programadas na capital Porto Velho e na comunidade de São Carlos.
Durante a vivência, os integrantes têm a oportunidade de interagir com agentes de proteção à mulher, promovendo debates sobre temas cruciais como humanização no atendimento, ética, comunicação sensível e a importância de políticas públicas eficazes no combate à violência.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou a importância do projeto para fortalecer a rede de atendimento e melhorar o cuidado com as mulheres em situação de violência. “Essas ações são um reflexo do nosso compromisso social e institucional em enfrentar a violência e proteger a vida de mulheres e crianças”, afirmou.
Na abertura do encontro, os participantes foram convidados a se apresentar e compartilhar palavras que os representavam, enfatizando valores como determinação, força e acolhimento, que refletem o espírito da vivência. A sensibilidade demonstrada pelos profissionais e estudantes reforça o empenho em desenvolver um atendimento cada vez mais humanizado na saúde pública.
Entre os tópicos discutidos está a comunicação ética em relação à violência contra a mulher, focando no impacto das palavras, comportamento da sociedade nas redes sociais e a prevenção da revitimização. A coordenadora do projeto, Patrícia Queiroz, sublinhou que a vivência busca ir além do ensino técnico, promovendo um espaço de reflexão e construção de redes de cuidado a partir das realidades da Amazônia.
O programa é apoiado por várias instituições, incluindo a Superintendência de Polícia Técnico-Científica, a Polícia Militar de Rondônia, e outras, contribuindo para um debate mais inclusivo e acessível sobre saúde. O secretário de Estado da Saúde, Edilton Oliveira, também enfatizou que a formação contínua dos profissionais é vital para oferecer atendimento adequado às vítimas: “Discutir o enfrentamento à violência é fortalecer o Sistema Único de Saúde e garantir acolhimento ético e humanizado.”
A programação inclui debates sobre território, saúde mental, políticas públicas e intersetorialidade, promovendo uma construção coletiva de cuidado. Atividades como oficinas, rodas de conversa e visitas de campo darão aos participantes a chance de avaliar os desafios enfrentados pelas mulheres na região amazônica e como a rede de saúde pode ser fortalecida para enfrentamento das diversas formas de violência.
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