A quinta fase da **Operação Compliance Zero**, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 7 de maio de 2026, foca no senador **Ciro Nogueira** (PP-PI). O objetivo principal é aprofundar investigações sobre um esquema envolvendo corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
A operação recebeu autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu restrições ao senador, proibindo-o de contatar testemunhas e outros investigados.
### Mandados e Alvos da Operação
Nesta fase, estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão temporária, nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. A PF, em relatório apresentado ao STF, indicou que Nogueira recebeu “vantagens indevidas” de **Daniel Vorcaro**, ex-proprietário do Banco Master.
### Vantagens Indevidas e Emenda Proposta
De acordo com o documento, o senador teria proposto uma emenda para aumentar a cobertura do **Fundo Garantidor de Crédito** (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Investigadores afirmam que essa emenda foi elaborada com a participação de integrantes do Banco Master.
Adicionalmente, o relatório menciona que Nogueira recebeu diversos benefícios, incluindo pagamentos mensais, aquisições a preços abaixo do mercado, pagamento de despesas pessoais e aquisição de bens de alto valor, além de evidências de recebimento de dinheiro em espécie.
### Contexto da Operação Compliance Zero
Iniciada em novembro de 2025, a **Operação Compliance Zero** visa investigar episódios de corrupção relacionados ao Banco Master, focando na emissão de títulos de crédito fraudulentos por instituições que operam no **Sistema Financeiro Nacional**. A operação levou à prisão de Daniel Vorcaro e visou evitar sua possível fuga.
Além disso, a PF ordenou o bloqueio de R$ 12,2 bilhões em contas e apreendeu bens como veículos luxuosos, obras de arte e relógios.
### Unidade de Investigação e Novas Prisões
As investigações começaram em 2024 a partir de uma solicitação do Ministério Público Federal, que avaliou a possível emissão de carteiras de crédito fraudulentas. Essas carteiras foram posteriormente vendidas a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, foram trocadas por ativos sem a avaliação necessária.
Em 2026, a operação resultou na prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília), suspeito de ter recebido R$ 140 milhões de Vorcaro, em troca de facilitação na compra do Banco Master e pressão sobre acionistas para aquisição de ações utilizando recursos do próprio banco.
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