A Polícia Federal (PF) está empenhada em desbloquear dois celulares do investigado Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o “Sicário” de Daniel Vorcaro, que faleceu na noite dessa sexta-feira (6) em Belo Horizonte. De acordo com informações publicadas pela Itatiaia, Mourão possuía dois iPhones da mais recente geração, modelo iPhone 17 com iOS 26. Fontes da PF indicam que a tecnologia atual não permite o desbloqueio desses dispositivos.
A morte de Mourão foi oficialmente comunicada pela sua defesa, confirmando o óbito às 18h55 após a conclusão do protocolo de morte encefálica. Ele estava internado no Hospital João XXIII desde a última quarta-feira (4), após sua prisão em uma operação da Polícia Federal, denominada Compliance Zero. Durante a detenção, Mourão teria tentado se enforcar com a própria camisa na Superintendência da PF de Minas Gerais.
A prisão de Mourão ocorreu por ordem do ministro André Mendonça e ele era investigado por sua atuação em atividades de monitoramento de adversários de Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, além de planejar ações violentas contra desafetos. Mendonça caracterizou Mourão como responsável pela obtenção de informações sigilosas e vigilância de alvos, além de promover “neutralizações” de situações que interessavam ao seu grupo. De acordo com a apuração, Mourão recebia pagamentos mensais que totalizavam cerca de R$ 1 milhão.
As investigações revelaram que Mourão mantinha conversas com Vorcaro sobre jornalistas críticos, como Lauro Jardim, do jornal O Globo, sugerindo seguir o jornalista e até agredi-lo em um suposto assalto. Além disso, ordenou que dados de uma funcionária fossem levantados, visando intimidar outros trabalhadores.
A Polícia Federal está investigando crimes que incluem corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, fraude processual e obstrução de Justiça. O grupo comandado por Mourão é acusado de estruturar um serviço dedicado ao monitoramento e coleta de informações sensíveis.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão passou por diferentes estágios de atendimento médico. Após sua chegada ao hospital às 17h56, ele foi encaminhado inicialmente para a sala de politrauma e recebeu uma série de exames até ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu sob forte escolta policial. O corpo de Mourão foi enviado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos legais necessários.
Durante tratamento, o advogado de Mourão, Robson Lucas da Silva, negou que sua morte fosse uma “queima de arquivo”, uma teoria que sugeriria execução deliberada para evitar delações. Ele expressou: “Não acredito em hipótese alguma que isso tenha ocorrido.”
A reportagem tentou contato com a Polícia Federal para obter mais informações e aguarda retorno.
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