Rio de Janeiro (RJ) – Nos dias 20 e 21 de junho, a Polícia Federal, em colaboração com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF), lançou a Operação Red Fox. A ação busca desarticular uma rede financeira e logística transnacional vinculada a uma organização criminosa no Rio de Janeiro.
A investigação se concentra em núcleos operacionais responsáveis pela movimentação e ocultação de recursos ilícitos usados para financiar a compra de armas de fogo de uso restrito e pela importação de drogas destinadas ao abastecimento do grupo no Rio e em outros estados.
As medidas foram autorizadas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e incluem mandados de prisão preventiva, bloqueio de ativos e sequestro de bens, além da suspensão de atividades econômicas de empresas identificadas como fachada ou usados como contas de passagem pelo grupo criminoso.
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva. Dois alvos foram localizados no Suriname, onde foram capturados por autoridades locais e deportados para o Brasil, sendo presos em Belém (PA). Outros dois suspeitos foram detidos em território nacional, um no Rio de Janeiro (RJ) e outro em Tabatinga (AM), região de tríplice fronteira com a Colômbia e o Peru.
As ações no Suriname contaram com o apoio da Diretoria de Segurança Nacional (DNV) e do Judicial Intervention Team (JIT). Um homem identificado como operador financeiro movimentou mais de R$ 150 milhões durante o período da investigação, enquanto a mulher presa atuava na logística e finanças do grupo, realizando deslocamentos frequentes ao Suriname.
No Rio de Janeiro (RJ), um operador financeiro da organização foi detido por supostamente utilizar contas pessoais e empresariais para dispersar recursos ilícitos e efetuar pagamentos a fornecedores. Em Tabatinga (AM), outro homem foi preso por gerenciar uma empresa que facilitava o fluxo financeiro do grupo na região amazônica.
A investigação revelou que a organização criminosa utilizava empresas de fachada, interpostas pessoas, depósitos fracionados, transferências via PIX e contas de passagem para ocultar a origem dos recursos e financiar suas atividades ilícitas.
A Justiça Federal autorizou o bloqueio, sequestro e indisponibilidade de bens até o limite de quase R$ 500 milhões, visando interromper o financiamento das atividades do grupo criminoso e evitar a dissipação patrimonial.
As investigações seguem em curso para localizar outros foragidos e aprofundar a análise financeira e telemática, bem como identificar outros membros do grupo criminoso.
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