Investigações recentes revelam que a fintech Cartos Sociedade de Crédito Direto SA está vinculada a um esquema de lavagem de dinheiro associado ao artista Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan. O artista e seus parceiros são investigados por supostas ligações com o crime organizado, especificamente o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Conforme reportado pela Folha de S. Paulo, a Cartos é suspeita de não seguir os procedimentos de verificação de identidade de clientes, colaborando inadvertidamente com empresas que operam apostas ilegais. A Polícia Federal aponta que a fintech facilitou a infraestrutura tecnológica para uma dessas companhias, a Broker Platinum, a qual não possuía autorização do Banco Central ou da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar.
A Cartos também está sob investigação nas operações Compliance Zero e Sem Desconto, que visam esclarecer possíveis fraudes no Banco Master e irregularidades relacionadas ao INSS. De acordo com documentos da Polícia Federal, a firma apresentou um relatório ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que foi considerado superficial e contraditório. A PF observa que a empresa poderia facilmente ter verificado a autenticidade da Broker Platinum através de uma pesquisa simples no Banco Central.
Em novembro de 2023, a Broker Platinum foi registrada como uma corretora de valores mobiliários com um capital social muito abaixo do esperado. Investigadores alegam que a Cartos, ao assinar um contrato com a Broker, agiu com “cegueira deliberada”, já que a corretora era considerada um “esquema de fachada”. Afirmam ainda que a instituição não cumpriu os requisitos de Conhecimento do Cliente (KYC), aceitando informações manifestamente fraudulentas.
A Broker Platinum recebeu um montante significativo de depósitos suspeitos, identificado por meio de estelionatos digitais, e evidências apontam que dinheiro proveniente dessas transações foi redistribuído para empresas associadas a MC Ryan. O advogado do artista afirmou que todas as transações financeiras de seu cliente são legítimas, afirmando que os altos valores recebidos estão relacionados ao status de MC Ryan como um dos principais artistas do funk brasileiro.
Em nota, a Cartos rejeitou categoricamente qualquer insinuação de envolvimento em atividades ilícitas, afirmando que não tem conhecimento de investigações ou processos legais relacionados. A fintech declarou que sua operação é baseada em regulamentações rigorosas de compliance e prevenção à lavagem de dinheiro.
A Cartos também se defendeu quanto aos contratos com a Broker Platinum, alegando não ter nenhuma informação sobre a utilização indevida das contas. A empresa enfatizou seu compromisso com práticas éticas e transparentes em suas operações.
No contexto das investigações do caso Master, a Cartos esteve envolvida em uma transação de venda de carteiras de crédito ao BRB, através da consultoria Tirreno. Documentos revelam que a Cartos e a Tirreno se associaram para a venda das carteiras, mas há suspeitas de que a Cartos tenha negado a participação na cessão de carteiras reais, levantando indícios de crédito falso.
A contínua investigação pela Polícia Federal e outras autoridades pode resultar em consequências significativas para as empresas e indivíduos envolvidos neste complexo esquema de finanças ilícitas.
markdown Paolla Oliveira é a nova rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense (Instagram/Reprodução) Paolla Oliveira,…
Segundo informações publicadas pela CNBC, a representante Haley Stevens, do partido Democrata de Michigan, apresentou,…
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com empresários e ministros em…
O Corinthians inicia neste sábado (26) a busca pelo sétimo título consecutivo do Brasileirão Feminino.…
A Câmara Municipal de Cerro Corá, localizada no Rio Grande do Norte, anunciou a abertura…
Seja visto e ouvido em todas as chamadas de vídeo com a Logitech Brio 100,…