Investigações em andamento, conduzidas por procuradorias em Manhattan e no Brooklyn, podem envolver o presidente colombiano Gustavo Petro. Embora seu nome não seja o foco principal, ele aparece nas apurações devido a uma investigação mais ampla. As informações foram divulgadas pelo BBC News e confirmadas pela Reuters.
De acordo com a Reuters, promotores especializados e agentes federais estão investigando supostas conexões de Petro com pessoas ligadas ao narcotráfico, além de investigar possíveis infiltrações de recursos ilícitos em sua campanha presidencial de 2022. As apurações ainda estão em estágio inicial e não há informações sobre a apresentação de denúncias formais neste momento.
Em resposta à notícia, o presidente Petro usou a rede social X para afirmar: “Na Colômbia não existe uma única investigação sobre qualquer relação minha com narcotraficantes. Por uma única razão: nunca, na minha vida, falei com um narcotraficante.”
Petro acrescentou que dedicou uma década de sua vida a denunciar vínculos entre narcotraficantes e políticos, o que, segundo ele, colocou sua vida e a de sua família em risco. Em relação a doações para suas campanhas, destacou que não aceitaria recursos de banqueiros ou narcotraficantes.
A investigação sobre o presidente Colombiano ocorre em um contexto de tensões com os Estados Unidos. Em fevereiro, durante uma reunião, o ex-presidente Donald Trump insinuou que Petro poderia estar envolvido no narcotráfico e falou sobre a possibilidade de uma ação militar na Colômbia.
No final de 2025, o Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções a Petro e seus familiares, alegando envolvimento com o tráfico internacional de drogas, embora não tenha apresentado provas concretas na época.
Petro acusou os EUA de prejudicar a soberania da Colômbia e criticou as operações de combate ao narcotráfico que resultaram em mortes de civis. Ele nega qualquer vínculo com cartéis e afirma que seu governo faz esforços ativos para combater o tráfico de drogas.
Essas investigações acontecem em um momento crucial para o calendário eleitoral colombiano, com o primeiro turno das eleições previsto para 31 de maio e um possível segundo turno em 21 de junho. A pressão política deve aumentar ainda mais, com setores divididos sobre a influência dos EUA sendo uma pauta central na discussão eleitoral.
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