Segundo informações publicadas pelo News Rondônia, teve início nesta segunda-feira (23) em Porto Velho a Oficina de Calor Extremo, um evento que reúne técnicos e gestores para discutir os impactos das altas temperaturas na saúde da população. O evento, que se estende até o dia 25 de março, visa desenvolver estratégias de monitoramento e resposta rápida a essas condições climáticas adversas. A iniciativa é coordenada pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) e pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
O governador Marcos Rocha ressaltou a importância de investir em ações preventivas diante dos novos desafios ambientais. A oficina tem como foco a integração entre a vigilância e a rede de assistência, com o objetivo de proteger a população de doenças e internações causadas pelo calor extremo. O evento conta com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e do Ministério da Saúde.
Um dos destaques da programação é a implementação do Fator de Excesso de Calor (EHF). Essa ferramenta é essencial para monitoramento científico e para a emissão de alertas precoces à comunidade. Eduardo Honda, coordenador do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), afirmou que a utilização de dados tem como finalidade antecipar riscos e diminuir a pressão sobre os serviços de saúde pública durante eventos climáticos severos.
As atividades programadas incluem práticas e simulações de eventos críticos. O diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregorio de Lima, salientou que a resposta baseada em evidências oferece maior segurança jurídica e operacional às equipes de campo. A expectativa é que, ao final dos três dias, o estado tenha um esboço robusto de seu plano de contingência.
A construção do plano de contingência será realizada coletivamente, envolvendo a análise de indicadores de excesso de calor e a definição de fluxos de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). O cronograma abrange diretrizes nacionais e a realidade das diversas regiões de saúde de Rondônia. Grupos de trabalho discutirão maneiras de mitigar riscos, especialmente para as populações vulneráveis, que são as mais afetadas por essas ondas de calor.
A oficina será finalizada na quarta-feira com a apresentação de ferramentas de monitoramento contínuo. A colaboração entre técnicos municipais, estaduais e federais fortalece a rede de proteção climática na Amazônia. Diante do aumento da frequência das altas temperaturas, Rondônia se destaca no planejamento de saúde ambiental no Brasil.
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