O neurocirurgião Douglas Ramos, de 69 anos, foi preso em flagrante pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) na noite de segunda-feira (13), na Avenida Paulista, em São Paulo. O médico foi detido após dirigir uma Mercedes-Benz de forma irregular, apresentando equipamentos que imitavam uma viatura policial.
Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, o boletim de ocorrência revela que Ramos tentou justificar suas ações de maneira variada. Durante a abordagem, ele afirmou que utilizava os dispositivos luminosos porque “estava atrasado para uma reunião”.
Acerado em sua identificação, o médico também se apresentou como assessor parlamentar de um deputado estadual e mencionou ser amigo do Comandante-Geral da Polícia Militar. Embora estivesse portando um distintivo de assessor, admitiu não possuir a credencial funcional, alegando estar recém-nomeado para a função.
Além disso, Ramos informou aos agentes que possuía uma arma. Ele se declarou colecionador, atirador desportivo e caçador, justificando a posse de uma pistola 9mm, que portava à cintura, e um revólver .38 encontrado em uma sacola no veículo. Porém, reconheceu que não tinha a documentação necessária para o transporte ou porte das armas.
## Depoimento e problemas pessoais
Em seu depoimento na delegacia, Douglas Ramos detalhou seu currículo como médico neurocirurgião formado pela Unesp de Botucatu, com especialização em ferimentos de guerra. Ele revelou ter adquirido o carro em agosto do ano anterior, já com a blindagem e os dispositivos de luz.
Ramos alegou também estar em um processo de separação litigiosa, explicando que seu atraso se deu devido à mudança de bens de sua esposa. Ele mencionou que estava a caminho para buscar uma pessoa conhecida como “Seu Zezinho” para levá-la a uma reunião da Ação Democrática Nacional (ADN), no Pacaembu.
## Itens apreendidos na abordagem
Dentro do carro, que imitava uma viatura, os agentes encontraram não apenas as armas, mas também facas, carregadores com 30 munições de calibre 9mm, munições de calibre .38 e seu distintivo de assessor parlamentar.
A prisão de Ramos foi confirmada pelo delegado sob as acusações de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e simulação de qualidade de funcionário público. Apesar de seus relatos, o médico não confirmou sua posição como assessor durante o depoimento, o que levantou suspeitas sobre a veracidade de suas alegações.
Douglas Ramos deve ser submetido a uma audiência de custódia nesta terça-feira (14). A equipe da CNN Brasil tenta contato com a defesa do neurocirurgião para obter um posicionamento, e o espaço permanece aberto.
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