O Ministério Público do Trabalho (MPT) da 15ª Região, que abrange 599 cidades do interior paulista, registrou 80 denúncias de assédio eleitoral entre 25 e 28 de outubro de 2026. Esses dados representam 37% das 216 denúncias recebidas durante todo o ano na região, apontando um contínuo problema de assédio mesmo após o fechamento das urnas. As denúncias frequentemente envolvem publicações em redes sociais que incitam empresários a demitir funcionários que votaram em candidatos opostos.
Ameaças de demissões, recusa de contratações e outros tipos de retaliação podem configurar assédio eleitoral, sujeitando os responsáveis à investigação pelo MPT.
Na região do Circuito das Águas Paulista, que inclui cidades como Jaguariúna e Serra Negra, foram recebidas denúncias específicas relacionadas a ameaças de demissão por motivo de divergência política. Apesar das denúncias nessas cidades, outros municípios da região não registraram situações semelhantes.
A procuradora Marina Tramonte, coordenadora regional da Coordenadoria Nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho, destacou a importância do respeito à liberdade de escolha política no ambiente de trabalho. “A autoridade do empregador deve se limitar à atividade econômica. A liberdade de consciência e a escolha eleitoral do funcionário são invioláveis. A rescisão do contrato de trabalho com base em preferências políticas é uma conduta ilegal que será coibida pelo MPT”, afirmou Tramonte.
Trabalhadores que tenham sofrido ou testemunhado assédio eleitoral podem registrar suas denúncias através do site www.prt15.mpt.mp.br (regional) ou www.mpt.mp.br (nacional), garantindo que o processo seja remoto e confidencial.
É recomendável reunir evidências, como capturas de tela de mensagens e postagens em redes sociais, áudios e informações de possíveis testemunhas. O MPT permanece disponível para aceitar denúncias relacionadas a práticas de assédio que ocorreram antes, durante e após as eleições.
Até o final do primeiro turno, o MPT havia registrado um total de 136 denúncias. No segundo turno, foram registradas 80 novas denúncias. Confira a distribuição regional:
Denúncias Após o 2º Turno:
Este levantamento evidencia as preocupações com a prática de assédio eleitoral e reafirma a necessidade de proteção aos direitos dos trabalhadores no ambiente político vigente.
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