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SP

Motoristas da Transwolff retomam greve em SP após demissões e falta de pagamentos

A greve dos motoristas de ônibus da Transwolff, em São Paulo, será retomada a partir da meia-noite desta quarta-feira, 21 de outubro. De acordo com informações publicadas pela CNN Brasil, a categoria alega retaliações por parte da empresa, que resultaram em pelo menos três demissões por justa causa e falta de comprovação dos pagamentos do INSS.

A insatisfação entre os trabalhadores se intensificou após a SPTrans entregar um documento que, segundo o motorista e representante da categoria, Júnior Araújo, não respondeu às questões que estavam em discussão durante a greve. Ele relatou que, apesar de ter recebido a informação de que não haveria retaliações, a situação mudou com a entrega do telegrama informando sua demissão.

Situação dos Motoristas

Júnior Araújo expressou sua indignação ao afirmar que já havia sido demitido por justa causa, o que levou os motoristas a decidirem pela retomada da greve até que suas reivindicações sejam atendidas. O advogado Emerson Rosa, que representa os motoristas, afirmou que a paralisação se dá pela falta de esclarecimentos sobre os valores do INSS que, segundo os funcionários, não estão sendo recolhidos, além de pendências relacionadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Sem uma resposta satisfatória, a greve deve reiniciar nos primeiros minutos de quarta-feira, 21. A CNN Brasil tentou contato com a SPTrans e a Transwolff, mas até o momento não obteve retorno.

Impacto no Transporte Público

A greve afetará diretamente trinta e quatro linhas de ônibus do lote D10, que atendem mais de 267 mil passageiros na região Sul de São Paulo. O Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado para minimizar os impactos no serviço de transporte até que as operações sejam normalizadas.

Contexto da Transwolff

A SPTrans assumiu oficialmente a gestão das operações da Transwolff em dezembro de 2025, após o decreto de caducidade dos contratos que ligavam a prefeitura à empresa. A mudança ocorreu em meio a investigações do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil sobre a suposta relação da Transwolff com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Um dos nomes envolvidos nas investigações é o ex-presidente da Câmara de São Paulo, Milton Leite, que é mencionado como um dos controladores da Transwolff.

Informações adicionais sobre a greve poderão ser atualizadas. O espaço continua aberto para novos comunicados.

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