A Justiça Eleitoral autorizou a utilização da alcunha “Lula do Bem” pelo médico cardiologista Célio José de Morais, que se candidatará a deputado federal pelo Partido Liberal (PL) em São Paulo. A decisão contrariou um pedido da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), que havia solicitado a alteração do nome de urna por considerar que ele poderia gerar confusão sobre a identidade do candidato e sugerir um vínculo com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca reeleição.
Célio, que atualmente é vereador em Jaboticabal (SP), usou anteriormente o nome de urna “Dr Célio José De Morais”, sem qualquer referência ao presidente. Agora, durante as eleições, ele será identificado nas urnas como “Dr Célio, Lula do Bem”. Segundo a PRE-SP, o nome poderia induzir o eleitor a erro e favoreceria uma migração de votos devido à combinação da expressão “do Bem”, que sugere uma mensagem ideológica.
A defesa do candidato argumentou que “Lula do Bem” é um apelido que ele usa há muitos anos, em virtude da semelhança física entre ele e o presidente. Para corroborar essa afirmação, foram apresentadas publicações em redes sociais e reportagens que demonstram sua relação com o apelido.
Em sua análise, a Justiça Eleitoral decidiu que a documentação apresentada pela defesa foi suficiente para comprovar que a alcunha “Lula do Bem” não foi criada apenas para a campanha, mas era de uso anterior. Portanto, a candidatura sob esse nome foi deferida.
Célio, de 70 anos, possui uma base significativa de seguidores nas redes sociais, com aproximadamente 97,8 mil seguidores no Instagram. Sua popularidade é notória entre os bolsonaristas, principalmente pela semelhança física com o presidente. O candidato, que pertence ao Partido Liberal, também se engaja na campanha de Flávio Bolsonaro para a presidência.
Nessas eleições, Célio declarou ter R$ 32,4 mil em bens e recebeu R$ 300 mil em doações para os gastos de campanha, provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A determinação sobre o uso do nome de urna é vista como um marco interessante no contexto da política eleitoral brasileira de 2026, especialmente com as discussões sobre identidade política e as implicações de nomes associativos em campanhas.
A situação envolvendo Célio José de Morais destaca as complexidades em torno da escolha de nomes de urna e o papel da Justiça Eleitoral em garantir a clareza nas campanhas eleitorais, evitando possíveis confusões no entendimento dos eleitores.
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