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Copa do Mundo

Idosos brilham na Copa do Mundo de 2026 com Ronaldo e Messi desafiando a idade

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Diversos jogadores veteranos demonstraram que a idade pode ser apenas um número na Copa do Mundo de 2026. Segundo informações publicadas pelo Bloomberg, o torneio atual viu uma representação notável de atletas acima dos 35 anos, que constitui cerca de 6% dos 48 elencos das seleções nacionais. Além disso, a lista incluiu oito dos 20 jogadores mais velhos que já disputaram uma Copa do Mundo, segundo dados da FIFA.

Avanços na Performance dos Jogadores

Os atletas estão burlando as expectativas tradicionais e prolongando suas carreiras. A junção entre avanços na medicina esportiva e contratos lucrativos tem incentivado jogadores a se manterem ativos por mais tempo. A proporção de atletas acima de 30 anos também cresceu de forma significativa ao longo dos anos.

Porcentagem de jogadores da Copa com pelo menos 30 anos:
Acima, observa-se a tendência de aumento no número de atletas mais velhos competindo em alto nível.


Fonte: Bloomberg

Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Luka Modrić são exemplos dessa nova realidade, mantendo-se no topo do jogo, sempre competindo por prêmios importantes, como a Bola de Ouro.

O Goleiro Vozinha e Seu Desempenho Notório

Um dos destaques do torneio foi o goleiro cabo-verdiano de 40 anos, conhecido como Vozinha. Ele ganhou notoriedade nas redes sociais ao completar partidas sem sofrer gols, incluindo o histórico confronto da seleção de Cabo Verde contra a Espanha. Vozinha ajudou sua equipe a pressionar a Argentina até a prorrogação antes da eliminação nas oitavas de final.

Messi, que completou 39 anos durante o torneio, destacou que sua capacidade física seria crucial para a performance da Argentina, que é a atual campeã. Com o apoio de seu companheiro Nicolás Otamendi, de 38 anos, eles se tornaram os únicos atletas veteranos ainda na competição.

Avanços Tecnológicos no Treinamento

As mudanças nas abordagens de treinamento têm sido fundamentais para os resultados obtidos. Atletas são orientados com base em suas necessidades individuais, com um gerenciamento rigoroso do tempo de competição e recuperação, aumentando assim a longevidade nas carreiras.

Pablo Zabaleta, ex-jogador argentino, foi enfático ao afirmar que Messi, mesmo em uma fase mais avançada da carreira, não está apenas caminhando, mas aproveitando sua inteligência em campo para criar oportunidades e fazer diferença.

Monitoração e Recuperação

Os métodos de treinamento se afastaram de práticas desgastantes e adotaram uma perspectiva moderna, focando na recuperação e manutenção do atleta. Andy Galpin, cientista esportivo, afirma que com as inovações tecnológicas, como coletes GPS e sensores, é possível monitorar a saúde e o desempenho dos jogadores de forma precisa, prevendo e evitando lesões.

A Nova Geração de Atletas

Essas mudanças comportamentais nos atletas, que agora recusam a cultura de excessos, têm demonstrado resultados. Ronaldo, aos 41 anos, se destacou como o jogador mais velho a atuar em uma partida da Copa, enquanto Messi se posiciona como um potencial candidato para um retorno na Copa de 2030.

Alexander Weber, cirurgião ortopédico, conclui que a maioria dos atletas está adotando hábitos mais saudáveis e controlados. O reconhecimento dessa maturidade na disciplina e na manutenção da saúde pode prolongar as carreiras, talvez permitindo que outros atletas se destaquem também em idades avançadas.

Embora a idade avance, observa-se que o talento e a dedicação ao esporte continuam a desafiar as convenções. Como conclui Williams, “nunca diga nunca” quando se trata de atletas excepcionais em campo.

Jogadores e Tecnologia
Fonte: Bloomberg

© 2026 Bloomberg LP

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