O Sindicato dos Ferroviários, que representa os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), encerrou a greve iniciada na madrugada de terça-feira (4), após uma assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (6). A paralisação impactou as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, resultando em operações reduzidas e dificuldades para os passageiros.
De acordo com informações publicadas pela CNN Brasil, a decisão de retomar as atividades foi aprovada democraticamente, com 131 votos a favor e 26 contra, conforme divulgado pelo sindicato em nota oficial. Embora tenham optado pelo fim da greve, os ferroviários decidiram manter o estado de greve, ficando atentos ao cumprimento dos compromissos acordados.
A proposta aceita, apresentada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), inclui melhorias nas reivindicações da categoria, especialmente no que tange às garantias durante o processo de concessão dos serviços.
“O objetivo da mobilização sempre foi a defesa dos empregos e a proteção dos direitos dos trabalhadores da CPTM, além da garantia de um transporte público de qualidade para a população,” destacou o comunicado do sindicato. A entidade permanece atenta e não descarta novas medidas, caso os acordos não sejam respeitados.
Durante a greve, a CPTM executou operações parciais, com a Linha 13-Jade oferecendo serviços limitados entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart. No pico da manhã de terça, apenas 67% do efetivo operacional estava em atividade, abaixo do mínimo de 80% exigido pelo TRT.
As Linhas 11-Coral e 12-Safira continuam com operações parciais, enquanto a Linha 13-Jade opera com velocidade reduzida, o que ainda compromete a mobilidade dos usuários.
Em sua manifestação, o governo estadual contestou a necessidade da greve, afirmando que o sindicato decidiu pela paralisação após um compromisso de não demitir funcionários durante o processo de realocação na CPTM. Em declaração, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que não haverá demissões e que o governo está investindo na modernização do serviço.
“Reafirmamos nosso compromisso com a manutenção dos empregos, apesar das dificuldades impostas pela atual situação,” afirmou Tarcísio. Ele também criticou a interação do sindicato com grupos extremos, destacando o desrespeito aos cidadãos.
As operações da CPTM estão em fase de normalização, e detalhes adicionais devem ser aguardados nas próximas atualizações.
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