O Brasil, por sua vez, ocupa a quinta posição na lista, com apenas 9,3% de chances de conquistar o hexacampeonato. Apesar disso, o relatório do Natixis garante que as probabilidades apresentadas foram geradas pelo modelo estatístico utilizado, ressaltando a solidez das previsões.
A Argentina, atual campeã do mundo, aparece em terceiro lugar com 13,6% de chances, enquanto Portugal vem em quarto com 12,4%. O levantamento ainda traz Inglaterra com 5,2% e Colômbia, com 2,6%, nas posições seguintes.
Embora o Brasil não figure como o principal candidato ao título, o relatório do Natixis sinaliza que a seleção brasileira possui uma alta probabilidade de sucesso nas fases iniciais. Os dados apontam que o Brasil tem 100% de chance de avançar da primeira fase do torneio.
As probabilidades detalhadas incluem:
Em comparação a outras seleções, o Brasil se estabelece como uma das principais forças do campeonato, apesar de não ser o favorito.
Os responsáveis pelo estudo, Bastien Aillet, Seiln Aker, Hadrien Camatte, Jesus Castillo e Emeline Gorguet, utilizaram um modelo inspirado no método Dixon-Coles. Este método é amplamente adotado para prever resultados de partidas de futebol, considerando o desempenho de ataque e defesa das equipes.
O Natixis executou 100 mil simulações da Copa do Mundo empregando um algoritmo de Monte Carlo, que é uma técnica consagrada em estatística e finanças. O modelo é desenhado para reproduzir a estrutura oficial do torneio da FIFA e tem registrado previsões precisas em eventos passados.
O relatório também menciona um trabalho anterior de Joachim Klement, que previu corretamente os campeões de 2014, 2018 e 2022. No entanto, seu modelo sugere a Holanda como campeã em 2026, um prognóstico que diverge das expectativas do Natixis, que confere apenas 0,4% de chance ao país.
Além das análises esportivas, o Natixis também investigou os possíveis impactos econômicos da Copa do Mundo nas nações-sede. O relatório indica que os efeitos no México e EUA serão modestos, especialmente considerando o número limitado de jogos que o México irá receber.
As projeções indicam que a economia mexicana poderá ter um crescimento de até 0,2% do PIB, enquanto nos Estados Unidos, o impacto é estimado em aproximadamente US$ 17 bilhões, resultando em um aumento de apenas 0,05 ponto percentual na economia.
Nesse cenário de demanda reduzida por turismo e hotelaria, o efeito econômico da Copa é considerado limitado pelos analistas do Natixis.
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