Professores da Michigan State University e da University of Tennessee estão à frente da pesquisa sobre grama para os estádios que sediarão a Copa do Mundo da FIFA de 2026. John N. Trey Rogers e Jackie Lyn A. Guevara da Michigan State, juntamente com John Sorochan da University of Tennessee e Ryan Bearss, pesquisador na mesma universidade, foram designados pela FIFA para assegurar a qualidade das superfícies que serão utilizadas nos jogos.
A competição que envolverá 104 partidas ao longo de 16 estádios em três países – Canadá, Estados Unidos e México – representa um desafio sem precedentes para garantir que os campos ofereçam condições ideais tanto para os jogadores quanto para a manutenção da grama.
A tarefa é complexa, considerando os diferentes climas e a distância de até 5 mil quilômetros entre as cidades-sede. A construção dos campos deve seguir rigorosos padrões estabelecidos pela FIFA, que determinam que a grama deve ser natural, reforçada para suportar múltiplos eventos, e equipada com sistemas de irrigação e drenagem adequados.
Atualmente, muitos dos estádios anfitriões utilizam grama artificial. A transição temporária para grama natural suscita questões sobre a manutenção em locais com cobertura que reduz a luz solar, complicando ainda mais o processo.
Nos últimos cinco anos, as equipes das universidades pesquisaram a melhor abordagem para cultivar a grama. A técnica escolhida envolve o uso de grama cultivada sobre uma base plástica que permite que as raízes se estabeleçam rapidamente, minimizando o choque durante a colheita. Essa metodologia visa garantir que a grama esteja pronta para os jogos em um curto período após a instalação.
As descobertas indicaram que uma mistura de bluegrass de Kentucky e azevém perene resulta em um gramado mais resistente, sendo esta técnica incorporada em fazendas de grama por toda a América do Norte.
Para suportar o intenso uso durante a competição, estádios receberão uma gramagem híbrida, composta por fibras plásticas misturadas à grama natural, melhorando a estabilidade da superfície. Essa abordagem permite que a grama permaneça verde mesmo com o desgaste causado pelos jogos.
Sistemas híbridos têm sido utilizados há anos, mas os novos métodos de instalação com tapetes ainda são uma inovação. Ensaios nessa área revelaram que a performance dessas superfícies atende aos padrões da FIFA, assegurando a qualidade do jogo.
Para os jogos, a grama cultivada será enviada em rolos para os estádios, com a entrega marcada para a primavera de 2026. A logística envolve o transporte em caminhões refrigerados, especialmente para garantir a qualidade da grama que será instalada em estádios que não recebem luz solar suficiente.
Os organizadores estão conscientes da necessidade de inovação e adaptação, considerando o que está em jogo durante um evento de tal magnitude e a diversidade dos ambientes em que os jogos ocorrerão.
Esses esforços refletem não apenas um compromisso com a qualidade do torneio, mas também a utilização de práticas agrícolas modernas e sustentáveis que prometem transformar o cenário do futebol.
Informações adicionais podem ser consultadas nos trabalhos publicados pelos professores envolvidos e em outras publicações relevantes na área de ciência da grama.
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