A defesa de Débora Rodrigues dos Santos, mais conhecida como Débora do Batom, protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a redução de sua pena de 14 anos de reclusão relacionada aos atos extremistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O pedido foi submetido ao ministro Alexandre de Moraes na sexta-feira (1º de maio de 2026).
De acordo com informações publicadas pelo Poder 360, a solicitação da defesa baseia-se na recente derrubada pelo Congresso Nacional do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria. Débora, que atualmente cumpre pena em regime de prisão domiciliar, é uma das 849 condenadas que podem se beneficiar das novas disposições legais.
Os advogados argumentam que a alteração legislativa, que ainda aguarda publicação oficial, introduz critérios mais favoráveis no tratamento dos crimes previstos nos artigos 359-L e 359-M do Código Penal. A nova norma contempla a aplicação do concurso formal próprio e a possibilidade de redução da pena de um terço a dois terços, especialmente em casos que envolvem multidões, sem exercício de liderança ou financiamento.
Além da redução de pena, a defesa também solicita a progressão de regime para semiaberto, alegando que Débora Rodrigues está próxima de cumprir o tempo necessário para essa mudança. A progressão está prevista para junho deste ano.
Em um desdobramento relacionado, Alexandre de Moraes pediu esclarecimentos à defesa a respeito de supostos descumprimentos de medidas cautelares. Informações do sistema de monitoramento indicaram que a tornozeleira eletrônica de Débora teria registrado períodos de desligamento entre 20 e 26 de abril. A irmã de Débora, Cláudia Rodrigues, em entrevista ao programa “Pleno Time”, negou qualquer irregularidade no cumprimento das restrições judiciais, ressaltando que Débora está seguindo todas as medidas rigorosamente.
Débora ganhou notoriedade ao escrever a frase “Perdeu, mané” com batom na estátua “A Justiça”, localizada em frente ao STF, durante os protestos. Sua história continua a gerar debate e interesse sobre as implicações legais e sociais em relação a atos extremistas no Brasil.
A interpretação e a aplicação das novas regras legislativas caberão ao ministro Alexandre de Moraes, responsável por conduzir a execução das penas e ponderar sobre os impactos das mudanças na legislação penal.
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