
O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) e a Vigilância Epidemiológica (CVE) de São Paulo realizaram uma inspeção no Hospital e Maternidade Salvalus, localizado na Mooca, zona leste da capital, nesta sexta-feira (23). A visita foi motivada pela investigação dos 35 óbitos de bebês registrados nesta unidade, que pertence à Hapvida, do grupo NotreDame Intermédica.
Durante a inspeção, foram analisadas as condições das unidades neonatal e pediátrica do hospital, incluindo os protocolos de higienização e prevenção de infecções, além do monitoramento dos indicadores assistenciais. As autoridades também coletaram dados sobre o perfil de atendimento dos recém-nascidos, com foco nos casos de alta complexidade médica.
Conforme informado pela Secretaria de Saúde, toda a documentação levantada durante a inspeção está sendo examinada para a possível adoção de medidas administrativas.
Contexto da Situação
No dia 21 de outubro, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) revelou que a polícia foi alertada sobre seis casos de mortes de bebês no Hospital Salvalus ocorridos em 2026, e as investigações estão sendo conduzidas no 8º Distrito Policial, localizado no Brás. A polícia começou a ouvir testemunhas e profissionais de saúde envolvidos, além de analisar os prontuários médicos das vítimas.
Desde o início das apurações, mais famílias se apresentaram com relatos de mortes na unidade de saúde. Segundo Eduarda Fragnan Gomes, assistente jurídica que assessorou as famílias, a maioria das queixas se refere a eventos deste ano. Parentes de vítimas relataram falhas no acompanhamento médico, atrasos no atendimento em casos críticos e problemas relacionados à higiene do hospital.
Posicionamento do Hospital
A Hapvida divulgou uma nota em que afirma estar colaborando plenamente com as autoridades e que lida com casos de alta complexidade, como prematuridade extrema e malformações. Segundo o hospital, não é possível atribuir as situações clínicas a uma única causa sem uma comprovação técnica.
Além disso, a administração do hospital destacou que mais de mil crianças foram atendidas nos últimos meses, recebendo assistência individualizada de equipes especializadas. O hospital também afirmou que, até o momento, os históricos clínicos das crianças atendidas não apontam uma origem infecciosa comum entre os casos analisados.
Fonte: CNN Brasil










