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A seleção de Curaçao fez história ao se classificar para a Copa do Mundo, tornando-se o menor território a participar do torneio. Com uma população de apenas 160 mil habitantes, a pequena ilha tem vivenciado um impacto significativo tanto no futebol quanto na economia local.
Segundo informações publicadas pelo Estadão, a histórica classificação foi garantida em um jogo emocionante contra a Jamaica, que terminou em 0 a 0, com um pênalti marcado e depois anulado nos acréscimos. Desde então, a nação caribenha passou a ser vista sob uma nova perspectiva, simbolizada pela cor azul de sua seleção, a ‘Blue Wave’. O primeiro-ministro de Curaçao, Gilmar Pisas, destacou em entrevista à AFP que a presença no Mundial aumentará o fluxo turístico na ilha.
Com o avanço da seleção à Copa do Mundo, o setor de turismo local registrou um crescimento de 13% no primeiro trimestre. Esse setor responde por até 40% da receita da ilha. Em 2025, cerca de 1,5 milhão de visitantes estiveram em Curaçao, enquanto novos empreendimentos hoteleiros e residenciais estão em desenvolvimento.
Nos bairros de classe trabalhadora, jovens sonham em seguir o exemplo da seleção. Remko Bisentini, ex-técnico da equipe nacional e atual mentor de uma fundação social local, observa os jovens jogando em campos improvisados. “O futebol está colocando Curaçao no mapa”, afirma Bisentini, que também ressalta as dificuldades enfrentadas por muitas famílias na ilha.
O presidente da federação de futebol, Gilbert Martina, comenta que a classificação deve-se em grande parte à diáspora curaçauense. Os jogadores da seleção atuam principalmente em ligas europeias. “Todos nasceram e cresceram nos Países Baixos, com exceção de um”, explica Martina.
Patrick Kluivert, um dos jogadores mais famosos oriundos de Curaçao, expressou sua satisfação com a conquista. “É fantástica a possibilidade da ilha estar na Copa do Mundo”, afirmou Kluivert à AFP. Ele acredita que a visibilidade proporcionada pelo futebol gerará oportunidades para a próxima geração de atletas.
Curaçao enfrentará desafios significativos, competindo em um grupo que inclui potências do futebol como Alemanha, Costa do Marfim e Equador. O ex-jogador argentino Claudio Caniggia, presente na ilha para um torneio de lendas, disse que a experiência no Mundial será inestimável, independentemente do resultado. “Surpresas sempre podem acontecer”, ponderou ele.
A empolgação também é evidente na nova loja oficial da seleção, onde torcedores, locais e turistas, comparecem em massa. Rovien Petronilia, um jovem funcionário da loja, carrega a esperança coletiva: “Vamos vencer a Alemanha! Com confiança, é possível”.
A trajetória de Curaçao na Copa do Mundo vai além do esporte; representa um símbolo de esperança e resiliência para uma ilha pequena com grandes sonhos.
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