Thiago Ávila, ativista brasileiro, foi preso em Israel, provocando uma crise diplomática profunda entre Brasil e Israel. Apesar da gravidade da situação, o Itamaraty afirmou que não há intenção de romper relações com Tel Aviv, citando aspectos estratégicos, diplomáticos e comerciais que tornam essa decisão impraticável.
Segundo informações publicadas pela CartaCapital, durante uma reunião em 6 de maio, representantes do governo Lula (PT) reconheceram a deterioração das relações, caracterizando-as como "muito ruins, como nunca antes". Participaram do encontro parlamentares, a esposa de Ávila, Lara Souza, e militantes do movimento pró-Palestina.
Ainda de acordo com a CartaCapital, os diplomatas brasileiros informaram que o Itamaraty está operando “dentro dos limites diplomáticos possíveis” para liberar Ávila. Há a expectativa de que o caso chegue à Suprema Corte israelense, o que poderia facilitar sua soltura.
Nos bastidores, interlocutores do Ministério das Relações Exteriores afirmam que a relação bilateral atingiu um patamar sem precedentes, influenciada pelas críticas do presidente Lula à ofensiva israelense em Gaza e ao alinhamento do Brasil com denúncias de violações de direitos humanos. Diplomatas ressaltam que uma ruptura formal com Israel teria custos políticos e econômicos altos, eliminando canais de interlocução que são fundamentais para acordos estratégicos existentes entre os dois países.
Israel e Brasil mantêm uma colaboração significativa em áreas como defesa, tecnologia, segurança cibernética, irrigação e inteligência, além de participarem de cadeias comerciais essenciais para o agronegócio e a indústria brasileira. Um dos participantes da reunião, que preferiu falar sob anonimato, mencionou que a falta de diálogo com Israel pode aumentar a dependência do Brasil em relação aos Estados Unidos para acesso a tecnologias e comércio.
Fernanda Melchionna, deputada federal, expressou sua preocupação com a situação de Ávila, que foi preso enquanto fazia parte da Global Sumud Flotilla, um grupo que tenta levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Apesar do reconhecimento do governo federal sobre a ilegalidade de sua prisão, ele permanece detido em condições severas, com sua detenção prorrogada até o próximo domingo. Ao lado dele, o espanhol-palestino Saif Abu Keshek também está preso, ambos acusados de manter vínculos com uma organização que é alvo de sanções dos Estados Unidos.
O Bike Tour marcado para este domingo (27) promete ser um evento repleto de pedaladas…
O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) convocou, na última sexta-feira (25), em Porto…
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) promoveu, em parceria com o Ministério da Educação (MEC)…
O médico hepatologista Rogério Alves, que atua no Hospital Beneficência Portuguesa, alertou para os perigos…
O deputado estadual Amilton Filho (MDB) morreu em um acidente de carro na BR-050, na…
A agenda dos candidatos à Presidência da República neste fim de semana contempla uma variedade…