Após ser ausente nas edições de 2018 e 2022, a seleção da Costa do Marfim retorna à Copa do Mundo de 2026. Conhecida como “Elefantes”, a equipe volta com uma das gerações mais talentosas de sua história. Atual campeã africana, a Costa do Marfim integra o Grupo E e busca avançar além da fase de grupos, mantendo viva a memória do lendário Didier Drogba.
A seleção marfinense chega à Copa do Mundo em seu melhor momento em mais de uma década. Após conquistar o título da Copa Africana de Nações em 2024, a equipe desenvolveu um estilo de jogo robusto e resiliente. Sob a orientação do técnico Emerse Faé, a Costa do Marfim teve um desempenho sólido nas Eliminatórias e venceu amistosos de destaque, incluindo uma goleada de 4 a 0 sobre a Coreia do Sul. No Grupo E, a seleção enfrentará Alemanha, Equador e Curaçao, sendo considerada uma forte candidata ao avanço na competição.
Apesar de ter contado com grandes craques como Drogba e Yaya Touré, a Costa do Marfim nunca ultrapassou a fase de grupos em suas três participações anteriores (2006, 2010 e 2014). A campanha de 2010, na África do Sul, foi a mais memorável, com empates significativos e uma vitória, mas o time foi eliminado por critério de saldo de gols em um grupo que contava com o Brasil. O objetivo atual é superar essa barreira e alcançar as oitavas de final pela primeira vez.
Emerse Faé, atual treinador, teve uma trajetória singular. Ele era auxiliar técnico durante a Copa Africana de Nações e assumiu interinamente após a demissão do técnico principal. Sua liderança conduziu a equipe a uma impressionante recuperação, resultando na conquista do título, o que lhe garantiu a efetivação como técnico principal.
Franck Kessié, conhecido por sua presença marcante em campo, é um dos pilares da equipe. Com passagens por Milan e Barcelona, Kessié é essencial para o equilíbrio entre defesa e ataque, além de sua experiência e liderança em momentos decisivos. Ele será fundamental para a nova geração de talentos da Costa do Marfim na Copa do Mundo.
Franck Kessié, agora no Al-Ahli, atuou pelo Barcelona (Foto: PAU BARRENA / AFP)
Amad Diallo, chegando em seu auge, é a joia do Manchester United e promete ser uma peça chave para a seleção. Sua habilidade de drible, visão de jogo apurada e capacidade de improviso podem ser determinantes para a Costa do Marfim em situações difíceis durante os jogos.
Amad Diallo durante uma partida do Manchester United (Foto: Ben Stansall/AFP)
Emerse Faé simboliza a nova onda de técnicos africanos. Aos 42 anos, ele traz um conhecimento profundo da seleção, tendo jogado na Copa de 2006. Faé implementou um sistema 4-3-3, que visa garantir solidez defensiva enquanto libera os laterais para participação no ataque.
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