A Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, Canadá e México, poderá enfrentar um dos seus maiores desafios: o calor extremo. Segundo informações publicadas pelo R7, estudos indicam que a maioria das 16 cidades-sede do torneio deve ultrapassar a temperatura WBGT de 28°C, considerada perigosa para atletas e espectadores.
### Preocupações com as Temperaturas Elevadas
A previsão aponta que estados como Texas, Califórnia e Flórida enfrentarão altas temperaturas, aumentando o risco de incêndios florestais. O torneio está agendado para iniciar em 11 de junho, época em que os problemas relacionados ao calor já se mostraram evidentes em edições anteriores, como a Copa do Mundo de Clubes de 2025, onde as condições climáticas foram amplamente criticadas por jogadores e treinadores.
### Efeitos do Calor no Desempenho
Condicionantes como o calor afetam diretamente o desempenho dos atletas. Pesquisas indicam que, sob temperaturas extremas, os jogadores tendem a percorrer distâncias menores e experimentar maior fadiga, aumentando o risco de lesões e erros em campo. A WGBT (Temperatura Global de Bulbo Úmido) é frequentemente utilizada para avaliar o estresse térmico, e medidas de segurança mais rigorosas são recomendadas quando a WGBT ultrapassa 28°C.
### Medidas da FIFA e Reativos às Críticas
Embora a FIFA tenha promovido alterações nas programações dos jogos para mitigar os riscos de calor, especialistas apontam que mais medidas devem ser adotadas. As atuais diretrizes da entidade exigem intervalos de hidratação durante os jogos, mas críticos afirmam que o limite de 32°C para intervenções é insuficiente.
### Possíveis Mudanças no Futuro
As discussões sobre a realização de Copas do Mundo fora dos meses tradicionais de verão começaram a ganhar força, especialmente após a mudança na programação da Copa do Mundo do Catar de 2022 para novembro e dezembro. Isso levanta a possibilidade de que o torneio de 2034 também seja afetado por alterações climáticas.
A Copa do Mundo de 2026, portanto, poderá servir como um teste crucial para a adaptação do futebol em um cenário de aquecimento global. Medidas como a reprogramação dos jogos para horários menos quentes são apenas o começo.
*Donal Mullan não tem vínculo com empresas que possam se beneficiar com esta publicação. Sua posição é puramente acadêmica.*