Belo Horizonte se prepara para alavancar os benefícios da Copa do Mundo Feminina de 2027, inspirado pelo sucesso do Carnaval que, em 2026, atraiu aproximadamente 6,5 milhões de foliões e gerou um impacto econômico de R$ 5,83 bilhões. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) está focando em uma estratégia que visa maximizar o turismo e o desenvolvimento econômico na cidade, que será uma das sedes do torneio. BH deve sediar oito partidas entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, embora a FIFA ainda defina a distribuição oficial dos jogos.
Conforme relatado pelo O TEMPO SPORTS, a secretária municipal adjunta de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Relações Internacionais, Chyara Sales, mencionou que o planejamento visa transformar 2027 no “ano de Belo Horizonte”, aproveitando a visibilidade global promovida pelo evento.
Chyara Sales destacou que um dos principais desafios será garantir que os benefícios financeiros e os impactos econômicos da Copa permaneçam na cidade. Apesar das receitas diretas relacionadas ao evento serem destinadas à FIFA, Belo Horizonte busca maximizar os efeitos indiretos da visitação. “Precisamos ser muito estratégicos para gerar proveitos para a cidade”, enfatizou a secretária.
Para mensurar e projetar os impactos econômicos do Mundial, a PBH tomou como referência o Carnaval de Belo Horizonte, que se tornou um dos maiores carnavais de rua do Brasil. Chyara ressaltou que o carnaval movimenta milhões e a cidade pretende replicar esse modelo durante a Copa do Mundo Feminina.
“Esperamos que a experiência do Carnaval sirva de métrica para o evento, que trará uma significativa quantidade de turistas e um robusto ganho financeiro”, afirmou a secretária.
A estratégia da Prefeitura é aumentar o tempo de permanência dos visitantes na cidade. O objetivo é fazer de Belo Horizonte uma porta de entrada para outros destinos históricos e naturais de Minas Gerais, estimulando o comércio local e fortalecendo o turismo regional.
O Comitê Local da Copa de 2027 (CLCopa 2027) está trabalhando em cooperação com o Governo de Minas, o Aeroporto Internacional de Confins e outras entidades do setor para implementar essa estratégia. A intenção é evitar o “turismo de passagem”, comum em grandes eventos, e incentivar os turistas a explorarem Belo Horizonte e sua região.
“Queremos que os visitantes desejem retornar e aproveitem os atrativos turísticos da capital e de Minas Gerais”, concluiu Chyara Sales.
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