O banqueiro Daniel Vorcaro foi transferido na última sexta-feira, 6 de março, da Penitenciária II de Potim, em São Paulo, para a Penitenciária Federal de Brasília. A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com informações publicadas pela CNN Brasil, a Polícia Federal justificou a transferência destacando a necessidade de “cautela redobrada” devido à “potencial capacidade do investigado de mobilizar redes de influência” que poderiam interferir nas investigações. A penitenciária em Brasília é descrita como tendo um regime de segurança “diferenciado” e “monitoramento rigoroso”.
Na manhã do dia 6, às 11h30, Vorcaro deixou a Penitenciária de Potim com destino ao Aeroporto de São José dos Campos. O comboio da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) chegou ao aeroporto por volta das 12h40, e o voo de transferência ocorreu às 13h23, utilizando uma aeronave King Air 350i do Ministério da Justiça.
Às 15h30, Vorcaro chegou ao Aeroporto de Brasília algemado, em meio a chuvas. Uma viatura da Polícia Penal Federal aguardava o grupo em um hangar da Polícia Federal. Ele usava o uniforme da penitenciária, composto por uma camiseta branca e calças cáquis.
Após aterrissar, Vorcaro foi levado à Polícia Civil do Distrito Federal, onde passou por um exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML) às 16h10. Essa avaliação é obrigatória para todos os novos internos do sistema prisional, com duração média de 12 minutos.
Às 16h22, o comboio partiu do IML em direção à Penitenciária Federal de Brasília, um trajeto que levou cerca de 40 minutos. Inaugurada em 2018, essa unidade é próxima ao Complexo Penitenciário da Papuda, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro também está preso.
Essa foi a terceira transferência de Daniel Vorcaro após sua prisão preventiva, que ocorreu na quarta-feira, 4 de março. A Penitenciária Federal em Brasília conta com 208 celas individuais, com seis metros quadrados cada. Durante o período de adaptação de 20 dias, ele ficará isolado em uma cela maior, de nove metros quadrados. Este local é dedicado a líderes de organizações criminosas e réus colaboradores em situação de risco no sistema prisionais.
As informações sobre os presos, suas transferências e condições de detenção geralmente não são divulgadas publicamente como medida de segurança, assegurando a proteção de indivíduos sob custódia.
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