
O Banco Central do Brasil anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e sua subsidiária, a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. A medida foi divulgada nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, em Brasília.
Segundo informações publicadas pela Agência Brasil, a iniciativa do Banco Central ocorre em virtude da deterioração da situação econômico-financeira do conglomerado, que é considerado de pequeno porte e representa 0,04% do total de ativos e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional.
Ligação com o Banco Master
Anteriormente denominado Banco Voiter, o Banco Pleno fazia parte do conglomerado financeiro do Banco Master, que é controlado por Daniel Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero. Essa operação investiga a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, com possíveis fraudes que poderão alcançar até R$ 17 bilhões.
O Banco Central justificou que a liquidação foi motivada pela deterioração da liquidez das instituições e pela violação das normas regulatórias.
Além disso, o Banco Central poderá tomar outras medidas para apurar responsabilidades e, caso as irregularidades sejam confirmadas, serão aplicadas sanções administrativas e notificações às autoridades competentes.
Dentre as ações previstas está a indisponibilidade dos bens dos controladores e administradores do conglomerado Pleno.
Em comunicado oficial, o Banco Pleno explicou que há aproximadamente 160 mil credores com depósitos que totalizam R$ 4,9 bilhões. Os pagamentos a serem efetuados seguirão a regulamentação do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
“Os credores deverão utilizar o Aplicativo FGC, disponível na Apple Store e no Google Play, para agilizar o recebimento das garantias”, detalhou o banco em sua comunicação.
Isto se dará após o levantamento dos dados dos credores pelo liquidante e a identificação da conta para o depósito da garantia, que é limitada a R$ 250 mil.
O Banco Pleno enfatizou que não se considera parte do conglomerado Master, o que poderia reconfigurar as exigências regulatórias.
Impacto sobre Controladores e Ex-Administradores
A medida de indisponibilidade de bens abrange a estrutura de controle da instituição, incluindo tanto entidades jurídicas quanto indivíduos. Essa ação visa assegurar o ressarcimento potencial e a integridade do processo investigativo.
Entre as empresas afetadas estão a NK 031 Empreendimentos e Participações e a DV Holding Financeira. No que diz respeito aos controladores individuais, nomes como Armando Miguel Gallo Neto e Felipe Wallace Simonsen estão sob restrição.
O grupo também inclui ex-administradores cujos bens estão agora indisponíveis, como Angelo Antonio Ribeiro da Silva e Renata Leme Borges dos Santos.
*Matéria adaptada para inclusão de informações adicionais.



