
As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram um ataque a uma embarcação suspeita de tráfico de drogas no Pacífico Oriental, conforme publicações do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM). Este foi o primeiro ataque desse tipo em mais de dois meses.
No comunicado divulgado nas redes sociais, o SOUTHCOM informou que a operação foi realizada pela Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental. Isso teve como objetivo atacar uma embarcação identificada como operando em rotas estabelecidas para o narcotráfico.
De acordo com o comunicado, duas pessoas perderam a vida durante o ataque, que ocorreu no último domingo (23). Este episódio marca o retorno das operações militares na região, que estavam suspensas desde 21 de junho. A CNN noticiou que a interrupção das atividades no Caribe e no Pacífico Oriental ainda não teve suas razões claramente especificadas.
Antes da pausa, as Forças Armadas dos EUA relataram a destruição de pelo menos 67 embarcações e a morte de 221 pessoas desde o início da “Operação Lança do Sul”, que teve início em setembro de 2025. O governo dos EUA caracteriza sua atividade contra os cartéis de drogas como um “conflito armado” e classifica os indivíduos mortos como “combatentes ilegais”, justificando a realização de ações letais sem revisão judicial baseadas em diretrizes do Departamento de Justiça.
Essa abordagem não passou despercebida, com membros do Congresso e grupos de direitos humanos levantando questões sobre a legalidade dos ataques. Eles enfatizam que suspeitos de tráfico de drogas deveriam ser submetidos ao devido processo, como era a norma antes da administração do ex-presidente Donald Trump.
Autoridades policiais e especialistas manifestam ceticismo quanto à eficácia da estratégia atual do governo, questionando se ela realmente traz mudanças significativas na dinâmica do tráfico de drogas na região.
O comandante do SOUTHCOM, general Francis L. Donovan, reafirmou o compromisso das Forças Armadas dos EUA em combater o tráfico de drogas. Em seu comunicado, ele afirmou: “Estamos comprometidos em impor uma fricção sistêmica total aos narcoterroristas, interrompendo suas operações e desmantelando sua liderança”.
Donovan também afirmou que a operação é uma demonstração das capacidades das Forças Armadas, ressaltando a determinação da nação em proteger seu território. A “Operação Lança do Sul” mantém sua missão oficial em sigilo, conforme reportado pelo escritório do inspetor-geral do Pentágono.
Recentemente, o senador Tim Kaine expressou preocupações sobre a legalidade dos ataques, sugerindo que eles poderiam envolver mortes ilegítimas de indivíduos não envolvidos no tráfico. Kaine, que é membro do Comitê de Serviços Armados do Senado, solicitou uma revisão cuidadosa dos incidentes para avaliar a continuidade da operação, que ele considera “ilegal, cara e ineficaz”.
Fontes: CNN Brasil.











