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Internacional

EUA criam corredor marítimo no Estreito de Ormuz e aumentam transporte de petróleo

Segundo informações publicadas pelo site Axios, os Estados Unidos estabeleceram um corredor marítimo discreto no Estreito de Ormuz, destinado ao transporte de milhões de barris de petróleo por dia. A operação, que já está em funcionamento há várias semanas, visa facilitar a saída de até 10 milhões de barris diariamente para o mercado global, um volume que representa cerca da metade do que era movimentado antes do início do conflito com o Irã.

Em algumas ocasiões, o volume de petróleo transportado pela nova rota chegou a variar entre 15 e 20 milhões de barris por dia, conforme declarado por autoridades americanas. Para viabilizar essa operação, tropas americanas auxiliam navios vazios a entrar no Golfo Pérsico, realizar o abastecimento e retornar, em colaboração com aliados na região, que fornecem informações sobre as embarcações.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou sobre a situação, afirmando que o Estreito de Ormuz continua aberto e que um grande número de embarcações está transitando pela área. Entretanto, o Irã contestou as declarações de Trump, reiterando demandas para que a via marítima seja reaberta, incluindo a retirada de sanções, o fim do bloqueio naval aos seus portos e a redução das ameaças militares.

Apesar das tensões entre os dois lados, a CNN destacou que o Irã parece estar perdendo a influência sobre a rota, já que várias embarcações têm ignorado as exigências iranianas e navegado pelo Estreito de Ormuz sob a proteção oferecida pelas forças dos Estados Unidos. A maioria dessas embarcações tem optado pela rota de Omã, que é reconhecida pela ONU, mas contestada pelo Irã.

Além disso, especialistas informaram à CNN que países como Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão fretando petroleiros de grande capacidade para facilitar o transporte de petróleo a partir do Golfo Pérsico. O petróleo é transferido para navios de clientes em áreas consideradas mais seguras, no Golfo de Omã.

Para evitar ataques iranianos, alguns navios desativaram seus transponders, permanecendo invisíveis durante períodos prolongados. Entretanto, com uma significativa presença militar na região, os Estados Unidos monitoram todas as embarcações que transitam pelo estreito e relataram um aumento no volume de petróleo transportado, superando as estimativas prévias.

Historicamente, antes do embate entre os Estados Unidos e Irã, o Estreito de Ormuz era responsável pelo transporte de aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural liquefeito utilizados globalmente.

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