
Delegado aponta falhas na assistência médica após morte de menino picado por escorpião
Segundo informações publicadas pelo UOL, o delegado Luís Henrique Pereira, que conduz a investigação, revelou que o menino Bernardo não foi encaminhado a um hospital de referência imediatamente após o acidente. Em entrevista à EPTV, o delegado destacou que a decisão de mantê-lo em observação resultou em um agravamento de sua condição de saúde.
O garoto acabou sendo transferido para a Santa Casa de Araras, um hospital especializado em casos que requerem soro antiescorpiônico, mas faleceu na manhã seguinte. Pereira enfatiza que o médico responsável deveria ter acionado o serviço de emergência por meio do procedimento conhecido como “vaga zero”.
A tragédia mobilizou a comunidade local, que organizou uma “caçada aos escorpiões”, resultando na captura de mais de 100 exemplares do aracnídeo na região. A repercussão do caso gerou preocupação entre os moradores e uma busca preventiva para evitar novas ocorrências.
Além disso, o médico Augusto Fortunato foi afastado de suas funções. O inquérito policial relacionado ao caso foi enviado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as devidas providências legais.
O pai de Bernardo expressou o desejo de que “a justiça seja feita” e falou sobre seu alívio com o andamento das investigações, que resultou no afastamento do profissional envolvido. Em entrevista à EPTV, ele também destacou a importância do indiciamento para o sentimento de justiça.
Por sua vez, a defesa de Augusto Fortunato declarou que soube do indiciamento pela mídia, assegurando que o médico se sente tranquilo e confiante em sua inocência. O advogado Diego Emanuel da Costa informou que a defesa prefere não comentar a decisão policial, uma vez que o inquérito será encaminhado ao Ministério Público.











