
Marcos Rogério foi oficializado como candidato pelo PL em 22 de julho, à frente da coligação Juntos por Rondônia, que inclui os partidos Podemos, Mobiliza e Novo. Ele terá o deputado estadual Delegado Camargo como vice, e contará com Bruno Bolsonaro Scheid e Fernando Máximo como candidatos ao Senado. Por sua vez, Adailton Fúria foi confirmado pelo PSD em 1º de agosto, ao lado de Everton Leoni na vice e Luis Fernando na disputa para o Senado, formando a coligação Gente que gosta de gente, sob a presidência do governador Marcos Rocha.
Outro destaque foi Hildon Chaves, que, contrariando expectativas, não se tornou vice de nenhum dos candidatos. Ele foi aclamado em 3 de agosto pela Federação União-Progressista, optando por formar sua própria chapa, que inclui Cirone Deiró como vice e Mariana Carvalho e Silvia Cristina disputando as vagas ao Senado. Essa decisão gerou especulações sobre suas intenções, considerando que poderia ter escolhido uma posição mais segura como vice.
A situação no MDB trouxe à tona questões internas. Pedro Abib, jovem vice-reitor da Faculdade Católica de Rondônia e novo rosto para o partido, saiu da convenção sem a definição de um vice, a critério da Comissão Executiva Estadual. Notavelmente, Confúcio Moura, presidente estadual da legenda e homologado como candidato ao Senado, anunciou sua desistência da reeleição, o que deixa a sigla em uma posição delicada, com a expectativa de renovação se transformando em falta de estrutura.
O embate entre as candidaturas já migrou para as esferas jurídicas. PL e PSD se envolveram em disputas legais antes mesmo do início oficial da campanha, envolvendo represálias sobre propagandas. O PL questionou a continuidade da divulgação de propaganda de Adailton Fúria, enquanto o PSD buscou responsabilizar perfis que divulgaram conteúdos manipulados. Esses incidentes revelam um elevado nível de tensão política, que pode resultar em desgaste significativo para ambos os lados.
As pesquisas trazem à tona dados que ainda precisam ser contextualizados após as convenções. Um levantamento do instituto Real Time Big Data, realizado em julho, indicou Marcos Rogério como líder com 36% das intenções de voto, seguido por Fúria com 28%. Porém, a situação muda rapidamente com as convenções definidas, e a alta taxa de indecisos, representando 54%, pode significar um cenário volátil à medida que os eleitores se informam melhor sobre os candidatos e os partidos.
A principal questão que resta a se considerar é a real possibilidade de “azarão” na disputa, que parece ter se dissipado à luz das informações atuais. Marcos Rogério, agora consolidado como favorito, conta com o apoio do atual prefeito de Porto Velho e uma proposta clara de governar com eficiência. Enquanto isso, Fúria deve lidar com a pressão externa e as disputas internas que podem comprometer sua campanha.
Hildon Chaves, por sua vez, tenta alavancar a insatisfação popular com a gestão atual, prometendo uma proposta de mudança, enquanto Expedito Netto busca construir uma frente competitiva em um cenário predominantemente favorável ao PL. Chaves enfatiza que o governo “está vendendo o almoço para comprar o jantar”, na tentativa de se conectar com os eleitores em um momento de crise financeira.
O contexto das eleições ainda pode mudar, já que os partidos têm até 15 de agosto para registrar candidaturas e podem realizar ajustes até 14 de setembro. Portanto, a dinâmica política em Rondônia está longe de ser definitiva, e o verdadeiro “azarão” pode emergir conforme a campanha avança.
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