
O Irã considerou realizar um ataque a três locais na Ucrânia em resposta a uma suposta ofensiva contra um navio comercial iraniano no Mar Cáspio, conforme relatado na segunda-feira (3) por Mohsen Rezaei, um dos principais assessores do líder supremo Mojtaba Khamenei, em declarações à emissora estatal Press TV.
Rezaei afirmou que o país estava preparado para a retaliação, mas decidiu aguardar após a Ucrânia alegar que o ataque contra o navio iraniano teria sido um erro. “Interrompemos nossa resposta para analisar a alegação”, disse ele.
Recentemente, o Irã acusou a Ucrânia de ter atacado um de seus navios que transportava uma carga de ferro, resultando na morte de um tripulante e ferimentos em outros três. Por sua vez, a Ucrânia confirmou ter realizado ataques aéreos com drones contra navios russos no Mar Cáspio, que, segundo informações, também transportavam cargas militares.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, comentou em uma postagem no X que os objetivos dos ataques incluíam “navios envolvidos no transporte de cargas militares do Irã e um navio de guerra”, identificados posteriormente como uma lancha lançadora de mísseis da Rússia.
Em meio ao aumento das tensões, autoridades iranianas haviam emitido ameaças de retaliação. Contudo, a tensão foi amenizada após uma conversa entre os principais diplomatas dos dois países, onde o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, garantiu que o ataque não havia sido intencional.
Rezaei também mencionou que, mesmo considerando o incidente um erro, isso ainda exige compensação. Na mesma entrevista, ele ressaltou que o Irã está focado apenas em negociações com Omã sobre o Estreito de Ormuz, afastando conversas com os Estados Unidos.
“Se o bloqueio continuar, as forças americanas sofrerão baixas”, advertiu Rezaei, que exigiu que Washington “altere seu comportamento e cumpra seus compromissos”.
Por outro lado, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que o país protege suas fronteiras, mas não busca uma escalada do conflito, conforme informações da mídia estatal em 4 de agosto.
Enquanto isso, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que negociações com o Irã estavam em andamento, a qual foi categoricamente negada por Teerã.
*Com informações da Reuters











