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Internacional

EUA atingem alvos da Guarda Revolucionária do Irã em resposta a mísseis balísticos

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (30), a realização de uma operação militar que resultou na destruição de dezenas de alvos da Guarda Revolucionária Islâmica no Irã. A ação focou em centros de comando e instalações de drones, e ocorreu após o disparo de mísseis balísticos iranianos contra forças americanas no Oriente Médio.

De acordo com o Comando Central dos EUA (CENTCOM), a operação durou cerca de duas horas e teve como objetivo neutralizar as ameaças provenientes do Irã e de seus aliados. A intenção é proteger as forças americanas, a navegação comercial e os países vizinhos na região do Golfo.

A televisão estatal iraniana reportou que a ação resultou na morte de três pessoas na ilha de Qeshm.

Além disso, a Jordânia informou ter interceptado cinco mísseis iranianos direcionados a seu território no mesmo dia. Esse incidente acontece em meio a um aumento das tensões, já que o Irã confirmou ter lançado mísseis contra tropas americanas localizadas na Jordânia na quarta-feira (29).

O CENTCOM garantiu que todos os mísseis foram barrados. Recentemente, as bases americanas na Jordânia passaram a ser alvos frequentes de ataques iranianos.

Nesta quarta-feira, forças dos EUA e da Arábia Saudita também realizaram ataques contra grupos alinhados ao Irã no leste do Iraque. Essa ofensiva foi uma resposta a ataques aéreos contra instalações petrolíferas sauditas, que foram lançados a partir do território iraquiano. Esse foi o primeiro caso em que a Arábia Saudita participou oficialmente de operações militares ao lado dos Estados Unidos.

Intensificação das Tensões Regionais

Em outro movimento, um drone atingiu um petroleiro de gás americano no porto de Damietta, no Egito, conforme informou a empresa de segurança marítima britânica Ambrey. O Ministério do Petróleo egípcio confirmou um incêndio no local, mas não fez menção a um ataque por drone, e a responsabilidade pelo incidente ainda não foi esclarecida.

Esses recentes ataques no Iraque e no Egito levantam preocupações sobre a possibilidade de expansão do conflito para outros países do Oriente Médio. A situação se agrava após o bloqueio naval declarado pelos Houthis, aliados do Irã, à Arábia Saudita.

A escalada de violência teve início em fevereiro, com uma campanha de bombardeios dos EUA e de Israel contra o Irã, que, segundo o ex-presidente Trump, deveria durar apenas algumas semanas. Uma trégua temporária estabelecida em junho rapidamente desmoronou, com o reinício das hostilidades sobre o Estreito de Ormuz — uma via crucial que o Irã alegar controlar.

A Importância do Estreito de Ormuz

Trump reiterou que o Irã enfrentaria sérias consequências por disparar mísseis contra forças americanas, embora tenha destacado a busca contínua de Washington por um acordo de paz para pôr fim ao conflito, que impactou os mercados globais de energia devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

Este estreito é vital, pois antes da guerra com o Irã, respondia por um quinto do petróleo e gás natural liquefeito exportados mundialmente. Ele conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.

Recentemente, o Irã afirmou ter atacado três petroleiros que tentavam atravessar o estreito por rotas não autorizadas. Em resposta, Omã propôs ao Irã um plano, apoiado por nações do Golfo, para gerenciar o Estreito de Ormuz, incluindo a cobrança de taxas voluntárias pelo seu uso. Contudo, a proposta foi rejeitada pelo Irã, conforme reportado pela Reuters.

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