
Conforme reportado pelo portal Notícias ao Minuto, a UEFA manifestou sua oposição em uma nota oficial, ao afirmar que a proposta transgride limites que as instituições responsáveis pelo futebol deveriam respeitar. A confederação europeia declarou: “A alma e a governança do futebol não são ativos para negociação, especialmente sem transparência sobre os beneficiários financeiros. Ninguém é proprietário do futebol”.
Impactos e Estrutura do Projeto
A FIFA argumenta que a criação de uma nova estrutura comercial poderia captar mais de US$ 10 bilhões para o desenvolvimento do esporte. Entretanto, essa iniciativa ainda requer a aprovação da maioria das 211 associações filiadas e do Conselho da entidade.
Segundo informações do jornal britânico The Times, o plano envolveria a venda de participações nas receitas das Copas do Mundo e do Mundial de Clubes, com a nova subsidiária recebendo capital de investidores privados. A FIFA já está colaborando com o banco J.P. Morgan na viabilização do projeto.
Controvérsias e Críticas
A presença de investidores como a Thrive Eternal, fundada por Joshua Kushner, irmão do genro do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, acirra as críticas sobre a aproximação entre Infantino e a família Trump. Joseph Blatter, ex-presidente da FIFA, expressou sua preocupação, afirmando que essa relação tem consequências financeiras sérias para o futebol, não devendo ser considerada legítima a “venda do nosso jogo”.
The close relationship between the FIFA President and the US President has reached a financial dimension that is deeply damaging football. No one has the right to sell our game. #GianniInfantino #DonaldTrump #FIFA
Repercussões na Mídia Internacional
A proposta gerou amplo debate na mídia internacional. O jornal AS, da Espanha, descreveu a reação da UEFA como uma “bomba nuclear”, destacando que a iniciativa pode transformar parte das competições mais valiosas do futebol mundial em propriedade privada. O Financial Times classificou a movimentação da FIFA como uma venda da Copa do Mundo, ressaltando que, embora a entidade seja uma organização sem fins lucrativos, está buscando negociar suas principais fontes de receita.
Na Argentina, o Clarín salientou a conexão potencial do negócio com a família Trump e a alta remuneração que Infantino poderia receber caso assuma o controle da nova empresa, que poderia ser semelhante ao modelo da NFL, onde o comissário Roger Goodell fatura cerca de US$ 64 milhões anualmente.
Possíveis Boicotes às Competições
A crise gerada pela proposta pode afetar diretamente as competições organizadas pela FIFA. De acordo com a Sky News, associações filiadas à UEFA consideram o boicote à Copa do Mundo Feminina de 2027, marcada para ocorrer no Brasil.
Curta nossa página de Futebol
Notícias sobre Copa do Mundo, futebol brasileiro e internacional.











