
De acordo com informações veiculadas pela CNN Brasil, a decisão foi adotada em assembleia realizada na última sexta-feira (24), em meio a uma crise marcada por falhas operacionais nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade após a transferência de operação para a concessionária Trivia Trens.
Reivindicações da Categoria
Os pedidos do sindicato incluem a reestatização das linhas atualmente geridas pela iniciativa privada, garantindo a manutenção dos empregos dos trabalhadores da CPTM. Além disso, o sindicato solicita apoio do Executivo estadual para a aprovação de um projeto de lei na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que visa a reintegração dos trabalhadores da CPTM afetados por concessões e privatizações.
Os trabalhadores alegam que não responsabilizam os funcionários da concessionária pelas falhas operacionais, atribuindo os problemas à transição da operação. Além disso, a categoria expressou críticas à decisão do Governo Estadual de convocar temporariamente os empregados da CPTM para reassumirem funções operacionais, após os incidentes.
Incidentes e Implicações
A mobilização ocorre após uma série de problemas significativos logo após a Trivia Trens assumir a operação, em 20 de julho. Um dos episódios mais graves ocorreu na manhã da última quinta-feira (23), quando um curto-circuito provocou um incêndio em um vagão nas proximidades da estação Brás.
O incidente resultou na evacuação de passageiros, que tiveram que deixar a composição e caminhar pelos trilhos, causando interrupções nas linhas afetadas e resultando na suspensão do rodízio municipal na área central de São Paulo.
Retomada de Operações por Parte da CPTM
Diante dos problemas, a Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM reassumisse a operação das linhas por um período inicial de 90 dias. O objetivo é garantir a continuidade do serviço enquanto as causas dos incidentes são investigadas.
O Centro de Controle Operacional (CCO) será gerido pela CPTM, sob a supervisão da Artesp e da Trivia Trens, focando na avaliação das responsabilidades contratuais da concessionária. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) também concedeu prazo de cinco dias para que as autoridades apresentem esclarecimentos acerca das falhas operacionais.
Reações do Governo e da Concessionária
O governador Tarcísio de Freitas qualificou os episódios como “inaceitáveis“, sinalizando que o contrato da concessionária pode ser rescindido, caso as obrigações contratadas não sejam cumpridas. A Trivia Trens emitiu um pedido de desculpas aos passageiros e afirmou que cooperará com as investigações dos órgãos competentes.
A Artesp, por sua vez, instaurou uma comissão para investigar as falhas registradas e avaliar possíveis sanções à operadora. A CPTM, – agora responsável novamente pela operação, afirmou que está colaborando integralmente com o processo de transição e descartou a hipótese de sabotagem.











