
Recentemente, autoridades iranianas comentaram sobre a suspensão aparente dos ataques dos Estados Unidos, descrevendo-a como uma conquista estratégica. De acordo com um porta-voz militar do Irã, as tentativas dos EUA de quebrar as defesas iranianas não tiveram sucesso, e o país estaria enfrentando o que chamou de “fadiga estratégica”.
Os comentários foram feitos durante uma entrevista a veículos de comunicação estatais iranianos neste domingo (26), logo após relatos de que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, expressaram preocupações sobre a possibilidade de uma escalada no conflito com o Irã durante uma reunião na Casa Branca na sexta-feira (24).
Após duas semanas consecutivas de ataques noturnos, as forças armadas dos EUA não relataram novas ofensivas nas últimas noites. Uma fonte do Departamento de Defesa confirmou à CNN no sábado que as operações estavam “em pausa”.
O porta-voz do exército iraniano, Amir Akraminia, mencionou que a estratégia dos EUA permanece indefinida e sugeriu que os americanos enfrentam dificuldades em suas decisões estratégicas.
Akraminia também destacou que os esforços dos EUA para controlar o Estreito de Ormuz falharam, assim como suas tentativas de diminuir as capacidades defensivas do Irã. Ele mencionou ainda que a “geografia da guerra” se estendeu para Bab al-Mandeb, no Mar Vermelho, onde combatentes houthis, apoiados pelo Irã, impuseram um bloqueio ao tráfego marítimo saudita.
Além disso, o brigadeiro-general Hossein Mohebi, porta-voz do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, afirmou que Israel estaria manipulando informações para manter os EUA envolvidos na região, lançando dúvidas sobre a veracidade das informações que Washington recebe.
No início deste mês, foi reportado que Israel tinha compartilhado informações de inteligência com os EUA sobre supostos planos de assassinato envolvendo o ex-presidente Donald Trump. Mohebi também alegou que, nas duas últimas semanas, o Irã havia atingido importantes instalações militares americanas na região, reconhecidas pelos EUA, que confirmaram danos, incluindo um ataque na Jordânia que resultou em mortes de soldados americanos.











