
O cartão vermelho aplicado por Claus foi validado pelo sistema de árbitro de vídeo (VAR) e, posteriormente, confirmado por uma comissão de arbitragem. No entanto, as horas após essa decisão revelaram uma mobilização agressiva da administração Trump, visando pressionar a Fifa e contornar suas regras.
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fez declarações severas, chamando a decisão de “desgraça”, evidenciando a resistência de Washington a aceitar a expulsão. Na mesma ocasião, Trump se colocou em contato com Gianni Infantino, presidente da Fifa, para discutir a possibilidade de revogar o cartão vermelho. Enquanto isso, sua equipe elaborou um dossiê que questionava a idoneidade de Claus ao longo de sua carreira.
Nesta segunda-feira, a crise se acirrou. Em uma declaração pública, a UEFA manifestou sua desaprovação à intervenção direta, descrevendo a anulação como “sem precedentes, incompreensível e injustificável”. A UEFA afirmou que a suspensão automática em competições não deve ser uma escolha discreta, mas um princípio essencial dos regulamentos.
De acordo com a entidade, “quando a certeza das regras deixa de ser garantida, a integridade do jogo fica ameaçada e a credibilidade da competição é comprometida”. A UEFA também alertou que a decisão cria um precedente problemático na competição atual, que poderá impactar situações semelhantes no futuro.
Glenn Micallef, comissário de esportes da União Europeia, também criticou a intervenção política no esporte. Em seu perfil em uma rede social, ele argumentou que decisões esportivas devem ser tomadas exclusivamente pelas entidades competentes, e não por intervenções políticas, expressando que o foco deve ser na governança do esporte.
O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, levantou preocupações sobre a confusão gerada pela decisão. Ele questionou a possibilidade de reversão de tais penalizações e os critérios que determinam a validade dessas anulações.
Até mesmo o ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, contribuiu para a discussão, enfatizando que cartões vermelhos não devem ser revogados por pressões políticas, mas sim com base em regras e evidências objetivas. Blatter destacou a séria implicação de uma intervenção presidencial em decisões da Fifa: “Se um presidente dos EUA pode influenciar a Fifa, para onde está indo a entidade?”











