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SP

RMSP enfrenta crise hídrica com nova metodologia, mas desafios permanecem para 2027

Com uma disponibilidade alarmante de apenas 143 m³ de água por habitante ao ano, a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) enfrenta desafios crescentes na gestão hídrica. Para lidar com essa realidade, o governo do estado anunciou, em 19 de junho, a atualização da metodologia de monitoramento hídrico voltada principalmente para o Sistema Cantareira, crucial para o abastecimento da região.

### Nova Metodologia de Monitoramento

A nova abordagem visa corrigir fragilidades anteriores, introduzindo uma curva de contingência dedicada ao Cantareira, que, historicamente, tem recebido menos chuvas do que o esperado. A metodologia revisada se baseia em dados do período 2011–2025, levando em conta eventos climáticos significativos como El Niño e La Niña. Com isso, foi estabelecida uma meta de 53% de volume útil para o Sistema Integrado Metropolitano e 40% especificamente para o Cantareira até abril de 2027.

### Limitações do Modelo

Entretanto, existem quatro lacunas a serem consideradas. A primeira diz respeito ao fato de que a metodologia desconsidera a crise hídrica de 2003–2004 e os ciclos de El Niño e La Niña entre 2000 e 2010, limitando a abrangência das projeções. A segunda lacuna envolve a não inclusão da Oscilação Decadal do Pacífico (PDO), um fenômeno que tem impactado as maiores crises hídricas no Cantareira nas últimas duas décadas.

A terceira deficiência se refere à ausência de estratégias para gestão da demanda hídrica. A atual metodologia não menciona soluções como tarifação progressiva ou recuperação de água, que poderiam aliviar a pressão sobre os recursos hídricos. Por fim, a quarta lacuna é a falta de comunicação eficaz com a população. Atualmente, a Grande São Paulo não dispõe de um painel de alerta acessível em tempo real, nem de previsões climáticas que ajudem a orientar as ações da Sabesp.

### Avanços Necessários

Embora a nova metodologia ofereça uma gama ampliada de ferramentas, é essencial que isso seja acompanhado por uma agenda rigorosa que contemple a gestão da demanda, a equidade e a comunicação efetiva. Essa combinação é vital para transformar um bom modelo técnico em uma política hídrica eficaz.

Em suma, há um avanço no modelo proposto, mas ele ainda não atinge as expectativas necessárias para enfrentar os desafios de uma das duas maiores metrópoles da América Latina, conforme apontado pelo portal CNN Brasil.

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