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SP

Delegado revela suspeitas de desvio de recursos públicos em filme sobre Bolsonaro

Possível desvio de recursos públicos na produção de filme sobre Bolsonaro

Conforme apurado pelo UOL, um delegado revelou que a origem do financiamento privado para a produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro pode não ter sido “devidamente declarada ou identificada”. Segundo o delegado, há “consistentes suspeitas” de confusão patrimonial, incluindo a possibilidade de que recursos do programa “WiFi Livre SP” tenham sido desviados para custear as atividades de produção.

Reação da Prefeitura de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo repudiou veementemente as alegações de desvios de recursos públicos. Em nota, a administração municipal destacou que “o contrato do Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade”. A prefeitura informou ainda que está colaborando com as investigações e já prestou informações às autoridades competentes.

Instituto Conhecer Brasil se manifesta

O Instituto Conhecer Brasil (ICB) também se pronunciou, afirmando que está à disposição para prestar esclarecimentos necessários às autoridades. Em uma nota divulgada, o instituto informou que contratou perícia e auditoria especializadas para apoiar o processo de investigação. “Reafirmamos nossa convicção de que os procedimentos em curso permitirão demonstrar a regularidade das ações desenvolvidas”, diz a nota.

Defesa do prefeito Ricardo Nunes

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), defendeu o uso do dinheiro pela produtora, afirmando que as alegações do delegado não procedem. “Se ela tem um dinheiro lícito, a não ser que seja ilícito de outra coisa, mas se for lícito e ela quiser fazer filme ou uma compra no mercado, é problema da pessoa”, declarou em entrevista ao SBT News.

Nunes acrescentou que a gestão municipal não interfere no uso que a produtora faz de seu dinheiro. “Nós contratamos um serviço, recebemos o serviço e pagamos por ele. O que a pessoa faz com o recurso não nos compete”, argumentou, comparando a situação à contratação de um jornalista, cujo uso do salário é individual.

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